Felipão usará Copa das Confederações para definir time do Mundial

- Ao assumir a seleção brasileira a um ano e meio da Copa do Mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari disse nesta sexta-feira que usará a Copa das Confederações do próximo ano para definir a equipe de 2014.

TATIANA RAMIL, Reuters

30 de novembro de 2012 | 16h46

"A expectativa de treinar a seleção já na Copa das Confederações é para mais ou menos idealizar e montar 90 por cento, 100 por cento pode ser, da equipe que estará no Mundial", afirmou Felipão em entrevista coletiva em São Paulo, um dia antes do sorteio dos grupos do torneio que será disputado em seis cidades brasileiras.

Mas o treinador campeão mundial com o Brasil em 2002, que foi apresentado na quinta-feira para o lugar de Mano Menezes, deixou claro que não vai descartar o surgimento de atletas "de um ano para outro".

A Copa das Confederações de 2013 terá quatro campeões mundiais: Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. Os outros times do torneio são México, Japão, Taiti e o representante africano, a ser definido em fevereiro.

"É uma oportunidade muito interessante, principalmente para mim, porque é uma competição realizada no Brasil, com jogos bem fortes. Nesses três anos não participamos de jogos das eliminatórias (o Brasil tem vaga garantida na Copa), e vamos ver como reagem nossos jogadores em jogos deste nível", disse.

"É um parâmetro muito mais para o técnico do que para o povo e imprensa, O técnico vai ter esses jogadores 14 dias antes da competição e durante toda a competição, é um período bom para conhecer a personalidade dos atletas", afirmou ele, acrescentando que a observação será mais importante que o resultado.

"É preferível que a gente ganhe, mas para o técnico é mais importante a Copa, a convivência, do que qualquer outra coisa."

LIBERDADE PARA NEYMAR

As equipes comandadas por Felipão normalmente têm um atacante mais fixo dentro da área, mas o treinador não descarta atuar sem um jogador de referência, o que vinha sendo feito por Mano Menezes nos últimos jogos do Brasil.

"Eu gosto de um homem de referência entre o nosso meio-campo e a área adversário. O Brasil tem jogadores com essa qualidade e tem jogadores que jogam também com mobilidade. Tenho mais ou menos uma ideia de equipe", disse. "Temos que nos adaptar às características dos nossos atletas."

Questionado se o Brasil poderia atuar como o Barcelona, o treinador foi direto: "Se nós importarmos o Iniesta, o Messi, aí podemos jogar como o Barcelona, mas as características dos jogadores do

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