Felipe admite se inspirar no rival Rogério Ceni

'Ele é um exemplo para todos nós, que estamos começando', confessou o goleiro titular do Corinthians

Martin Fernandez, O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2008 | 20h33

Felipe não esconde: quando crescer, quer ser igual a Rogério Ceni. "Ele é um exemplo para todos nós, que estamos começando", admitiu o goleiro titular do Corinthians, ao falar sobre o seu colega são-paulino, a quem irá enfrentar no clássico deste domingo, pelo Paulistão. "Tomara que eu consiga fazer aqui tudo o que ele fez pelo São Paulo." Veja também: Corinthians: Mano Menezes reforça a cautela para o clássico A admiração pelo goleiro são-paulino é tamanha que Felipe nem se importaria de tomar um gol de falta do rival. "Se fosse um gol de tiro de meta de um goleiro qualquer, eu ficaria chateado, claro", comentou o corintiano. "Mas o Rogério é um dos melhores batedores de falta do mundo, bate na bola melhor do que muito camisa 10. Se sofrer um gol, vou buscar a bola no fundo da rede e torcer para meus companheiros fazerem os gols." Um dos únicos jogadores remanescentes da campanha que resultou no rebaixamento corintiano no Campeonato Brasileiro, Felipe revelou nesta sexta-feira que o clima já mudou no grupo.  "Os jogadores estão mais comprometidos, mais focados. Estamos todos com o mesmo objetivo, que é ajudar o clube", contou Felipe, que enfrentou uma longa negociação para acertar um aumento salarial e continuar no Corinthians nesta temporada. "E isso veio tanto dos dirigentes, do novo técnico, quanto dos jogadores. Foi uma mudança geral no comportamento." Na antevéspera do clássico de domingo, Felipe minimizou o duelo com o atacante Adriano. "O jogo não se resume a isso. O São Paulo tem vários outros jogadores importantes. Tem dois volantes na seleção [Richarlyson e Hernanes]. É um time completo", disse o goleiro do Corinthians. Elogios Há um jogador no elenco corintiano que conhece bem Adriano. Ou pelo menos conhecia. O lateral-direito Alessandro (que está jogando atualmente no meio-de-campo) cresceu junto com o atual atacante do São Paulo nas categorias de base do Flamengo.  "Ele é muito grande, usa bem o corpo, sabe chutar de longe, é um perigo mesmo", admitiu Alessandro, que tem sido titular do Corinthians neste começo de Paulistão e está preocupado com o confronto com Adriano e todo o São Paulo no domingo. "Convivemos pouco tempo no Flamengo, ele foi cedo para a Itália. Mas já dava para ver que teria um grande futuro." Alessandro engrossa o coro do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do técnico Mano Menezes, segundo o qual o São Paulo é o favorito no clássico de domingo, no Morumbi. "Eles mantiveram a base e contrataram bem. Poucos reforços, mas todos bons", reconheceu o lateral. Por isso mesmo, sugere Alessandro, o melhor que o Corinthians tem a fazer é primeiro acertar a parte defensiva, para depois pensar em atacar. "Não se trata de jogar como time pequeno, mas temos que fazer isso. Pensar na defesa primeiro", ensinou o jogador.

Tudo o que sabemos sobre:
CorinthiansFelipe

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.