Owen Humphreys/AP
Owen Humphreys/AP

Felipe Anderson vive um conto de fadas na terra da rainha

Meia-atacante festeja momento no West Ham e espera ganhar uma chance na seleção brasileira

Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2018 | 05h00

Chegar em uma nova liga e com a pressão extra de ser o jogador mais caro da história do clube. Felipe Anderson precisou de apenas alguns jogos para afastar qualquer dúvida sobre sua contratação pelo West Ham, que girou em torno de 42 milhões de euros (R$ 182,5 milhões na época), para se consolidar como um dos principais jogadores do Campeonato Inglês.  Em conversa com o Estado, o meia conta sobre a adaptação na liga mais forte da Europa e sobre o desejo de defender a seleção brasileira.

Apesar do começo irregular do West Ham sob o comando do chileno Manuel Pellegrini, o brasileiro assumiu naturalmente um papel de liderança no time, já marcou cinco gols e deu uma assistência em 15 jogos. “Chegar da maneira que eu cheguei aumenta a responsabilidade, a expectativa de todos, mas ao mesmo tempo te dá confiança e moral para jogar e mostrar o seu valor. É dessa maneira que eu estou encarando.”

Campeão da Libertadores e da Recopa com o Santos, em 2012, quando tinha apenas 19 anos, Felipe Anderson destaca a evolução em seu jogo depois de passar cinco temporadas no futebol italiano defendendo a Lazio. “Jogar na Itália me ajudou muito a crescer taticamente. A função que eu realizava na Lazio exigia muito comprometimento nesse sentido, de ajuda na marcação, de posicionamento. Eu evoluí bastante, o que foi natural, já que saí do Santos muito novo”, explica.

Além das questões táticas e físicas da mudança de liga, outro ponto destacado pelo brasiliense, nascido em Santa Maria, é o alto nível das equipes consideradas ‘mais fracas’ na Inglaterra. “Aqui o jogo é mais encaixado taticamente e mais físico também. Mas o complicado mesmo é que não tem partida fácil. O nível de competitividade é muito alto, por isso é uma sensação muito boa quando você consegue se destacar. É a liga mais forte do mundo.”

Esse equilíbrio se explica pelo alto investimento das equipes inglesas no mercado. Na última janela, foi gasto  1,4 bilhão de euros (R$ 5,9 bilhões), maior valor entre todas as ligas europeias. E essa grande quantidade de bons jogadores em campo acaba virando um atrativo tanto para os torcedores como para quem está em campo. “É muito motivador ver sempre o estádio lotado e um adversário qualificado do outro lado, com grandes nomes. Eu estou curtindo muito esse momento. A alegria de estar em campo e poder mostrar meu futebol aqui é enorme. Estou realizando um sonho”, diz.

Apesar de dizer que busca por um ‘ritmista’ para a seleção brasileira, Tite ainda não deu nenhuma oportunidade para o ex-santista. Medalha de ouro na Olimpíada do Rio em 2016, sua única atuação no time principal foi com Dunga, durante amistoso com o México, em 2015. “Não posso negar que o fato de eu estar conseguindo me destacar no futebol inglês aumenta a minha expectativa de receber uma chance na seleção. É um sonho, um objetivo de carreira, e vou seguir focado para que isso ocorra com naturalidade”, avisa.

 

 

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