Felipe critica camisa nova e diz não gostar do Bahia

Goleiro do Corinthians afirma que parece uma lombada ou uma banana com o uniforme novo

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2008 | 20h02

O goleiro do Corinthians, Felipe, não gostou da cor da sua nova camisa, lançada nesta semana e que ele terá que usar na partida do próximo sábado contra o Bahia no Pacaembu, válida pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.Veja também: Mano Menezes espera ter Douglas para jogo contra o Ceará Corinthians contrata zagueiro William Alves, do Joinville"Preto com amarelo não dá, vou parecer uma lombada", brincou, sobre ser negro e em alusão a cor da nova camisa. "Ou uma banana."Depois de falar sobre a nova camisa, o jogador também fez alguns comentários sobre o adversário deste fim de semana. Felipe carrega uma rivalidade histórica contra o Bahia, pois defendeu o rival Vitória por 10 anos."Não sou muito fã do Bahia, não", admitiu. "Desde criança, você gosta de alguns times e odeia outros, o Bahia é um dos que odeio", afirmou, empolgado pela estréia contra o adversário com a camisa corintiana. "Sempre tive rivalidade enorme contra eles. Era cada briga, pesada, garrafada", lembrou. "Uma vez joguei contra o Bahia no sábado, na decisão dos juniores e, no domingo, estava atuando pelo profissional. Queriam anular o jogo, ganhar o título no tapetão, e não conseguiram", rememorou. "Espero estar muito bem no jogo, fazer uma bela apresentação, junto com os companheiros e ganhar novamente deles", observou, garantindo levar vantagem nos clássicos baianos.TABUO otimismo de Felipe parece contagiar o elenco para acabar com um tabu: nos últimos seis jogos entre as equipes, foram quatro triunfos baianos e dois empates. A última vitória aconteceu em 6 de setembro de 1997, por 2 a 1, com o gol decisivo sendo marcado por Antônio Carlos, hoje gerente de futebol."Não importa se são 10 ou 40 anos sem ganhar deles. Importa que este será um jogo diferente. Vamos com tudo para cima para se manter na frente, com vantagem", afirmou o atacante Herrera. O Corinthians venceu seus cinco jogos da Série B no Pacaembu."Mas nem sempre foi assim. Teve uma época que a diretoria fazia de tudo para jogarmos em outro lugar. A torcida pressionava demais", lembrou Felipe, sobre os jogos na reta decisiva do Brasileiro de 2007. "Agora, só vencemos em casa. Nossa torcida empurra, lota estádio, faz a diferença."Será o quarto jogo seguido de Felipe após ser afastado por Mano Menezes. Pode ser um dos últimos? "Estou sempre conversando com meus empresários e acho que não. Até porque, só saio se for por algo interessante. Para defender time de onde o vento faz a curva, nem adianta trazer proposta, pois não vou."Após arrancar gargalhadas dos jornalistas com as piadas, Felipe também pregou cautela. Nada de falar em contagem regressiva. "O campeonato está em seu começo. Começará para valer após o fechamento da janela européia, pois muitas equipes perdem peças importantes", analisou."Temos de nos distanciar bastante do terceiro, do quarto. E quando o quinto não conseguir mais nos alcançar, aí sim, fazemos festa. Agora não. Se a gente perde três jogos, acaba a festa, a euforia, nosso time não vai mais prestar".

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