Natacha Pisarenko/AP
Natacha Pisarenko/AP

Felipe Melo desabafa sobre 'má vontade' com o Palmeiras e destaca sacrifício para jogar a final

'A cada dia temos que provar que somos capazes', declara o experiente jogador alviverde

Ricardo Magatti, enviado especial / Montevidéu, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2021 | 17h30

Confirmado como titular do Palmeiras na decisão da Libertadores contra o Flamengo, Felipe Melo fez um curto desabafo sobre os comentários a respeito da equipe. O jogador entende que há "má vontade" no momento de avaliar o desempenho do time alviverde e falou a respeito do trabalho individualizado que fez para poder estar em condição física de jogar a partida decisiva em Montevidéu, neste sábado, às 17h.

"Existe uma má vontade muito grande quando se fala do Palmeiras. Quando o Palmeiras ganhou do Santos, escutei muita gente falando que foi a pior decisão da história da Libertadores. Essas pessoas tiveram amnésia quando o Flamengo ganhou também nos últimos minutos", esbravejou o experiente volante de 38 anos na coletiva de imprensa ao lado do técnico Abel Ferreira. "A cada dia temos que provar que somos capazes e que o Palmeiras é gigante. O que importa é o que a gente vai fazer", continuou.

Ele inicia a partida no estádio Centenário principalmente pela sua experiência. Não se sabe se jogará ao lado de Danilo, Zé Rafael ou até mesmo com os dois, em uma formação com três volantes. Melo se recuperou de dores no joelho direito que o tiraram das últimas três partidas e teve de realizar um trabalho específico para estar apto a jogar. Houve um certo sacrifício de sua parte, considerando que não é um atleta veterano. 

"Na temporada passada, quebrei o tornozelo e havia uma incógnita de que eu não jogaria a final e eu joguei. Tudo caminhou para o bem. Novamente, agora, mais esse probleminha. Gosto de encarar os problemas procurando solução", disse o volante, recordando-se também da fratura no tornozelo que sofreu na temporada passada. Ele foi capaz de voltar antes do previsto e jogou poucos minutos da final da última Libertadores contra o Santos no Maracanã. "Vejo que quanto maior a dor maior a bênção. Estou com certeza à disposição do Abel. O grande capitão ajuda com 90 ou 10 minutos antes do jogo e depois, no vestiário", reforçou.

Melo se incomoda com o "burburinho" de quem diz que o Flamengo seja superior e favorito para levantar a taça da Libertadores, embora reconheça que o rival "é um dos melhores times da América do Sul". "Burburinho não entra em campo. Foi assim contra o São Paulo e o Atlético-MG. E quem está na final é o Palmeiras. Existe respeito da nossa parte, mas não medo. Somos os atuais campeões e vamos defender a taça e o nosso sonho", avisou o capitão palmeirense.

Melo foi indagado se, caso o Palmeiras for campeão, dedicaria o triunfo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como já fez em outra ocasião. O atleta, que é bolsonarista, não gostou da pergunta e quis falar apenas sobre futebol. 

"Estamos para falar de futebol ou de política? Eu vim para falar de futebol. Vou dedicar à vitória para todos os torcedores do Palmeiras que têm vivido esse sonho de chegar a mais uma final", respondeu. Bolsonaro já declarou ser torcedor do Palmeiras e inclusive levantou a taça do Brasileirão de 2018 no Allianz Parque. Mas nesta sexta-feira afirmou que vai torcer pelo Flamengo. O chefe do Executivo diz não ter tomado a vacina contra a covid-19, o que impossibilita a sua presença no estádio Centenário. É necessário ter sido imunizado com as duas doses para entrar no país vizinho.

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