Sebastiçao Moreira/EFE
Sebastiçao Moreira/EFE

Felipe Melo revela desculpas de uruguaios e comemora vitória com champanhe

Após dizer ser alvo de racismo, volante do Palmeiras perdoa adversários do Peñarol

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2017 | 07h00

O volante Felipe Melo, do Palmeiras, afirmou na madrugada desta quinta-feira, no Allianz Parque, ter recebido um pedido de desculpas do Peñarol após ser chamado de "macaco" durante jogo pela Copa Libertadores. Após a vitória por 3 a 2, o jogador reclamou do xingamento feito por Gaston Rodríguez no segundo tempo. Depois, ele foi procurado pelos uruguaios para amenizar o incidente.

O diretor esportivo do clube uruguaio, Gonzalo De los Santos, e o capitão da equipe, Cristián Rodríguez, foram atrás de Felipe Melo para conversar sobre o assunto. "Eles me chamaram, pediram perdão e desculpas. O assunto está encerrado. O De Los Santos é um grandíssimo amigo meu, jogamos juntos no Mallorca e ele me ajudou muito quando cheguei jovem à Europa. O Rodríguez é cara mais experiente do time deles. Resolvemos tudo", afirmou.

Após esbravejar contra o uruguaio na saída do gramado, Felipe Melo estava bem mais tranquilo na saída do estádio e comentou ter planos do que ia fazer para relaxar. "O assunto acabou. Vou chegar em casa, jogar um Rainbow 6 no videogame, tomar um vinhozinho ou uma champanhe e comemorar essa nossa grande vitória", disse. O resultado colocou o Palmeiras com sete pontos na liderança do grupo 5. O vice líder é o Jorge Wilstermann, com seis.

Na saída do gramado, em entrevista ao canal SporTV, o palmeirense estava bastante irritado com o incidente. "O cara que fez o segundo gol me chamou de macaco o tempo inteiro. Se fosse em outra época, quando eu não estava regenerado, ia dar um monte de porrada nele. A mulher dele deve ter traído ele com um negão. Na época da escravidão, ele ia tomar chibatada igual eu. Ele é moreno claro", comentou.

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