Felipe pede apoio e força para a torcida corintiana

'Não adianta a torcida vir aqui culpar um ou outro. Faltam 10 jogos e precisamos nos unir', diz o goleiro

Fábio Hecico, Estadão

01 de outubro de 2007 | 18h28

Com a autoridade de ser um dos únicos ainda poupados das críticas no Corinthians, o goleiro Felipe resolveu atuar como porta-voz dos demais companheiros e pediu união entre torcedores e elenco. Como no domingo ele não esteve no Parque São Jorge, não sabia da manifestação da torcida após a derrota por 2 a 1 no domingo.  Veja também: Não há consenso e Andrés Sanchez é candidato no Corinthians  Pai de Santo reaparece e faz trabalho no Parque São Jorge  Hostilizados pela torcida, Edson e Rosinei podem sair  Citadini admite ter feito contatos com Kia e a MSI "Não adianta a torcida vir aqui culpar um ou outro ou quebrar tudo aqui. Faltam 10 jogos e precisamos nos unir", observou. "Seria bom que eles apoiassem todo mundo, em todos os jogos. Se não gostam de A ou de B, deixem isso para o fim do ano." Felipe vem tendo seu nome cantando em todas as partidas - não quer ver os estádios vazios. Para ele, só respaldado dos bons corintianos não passará pelo vexame de ser rebaixado com um clube pela terceira vez na história. No Vitória, caiu para as séries B e C, em seqüência. "Só haveria desespero se tivéssemos apenas um jogo, precisando golear e ainda torcer parar que 3 ou 4 sejam derrotados", observou. "Temos de acreditar, como a torcida, nada de largar de mão. Quem não tiver, que não vá ao estádio", disse. "Dependemos do torcedor até o último jogo, diante do Grêmio."  Felipe, contudo, não viu com bons olhos o 'trabalho' que pai Nilson fez do lado de fora do Parque São Jorge. "Se Macumba adiantasse, Bahia e Vitória seriam campeões todos os anos e não teriam caído para as séries B e C. Mas se for para ajudar...", afirmou, rindo. Mas mesmo brincando, o goleiro não abriu mão de suas responsabilidades. "Quem tem de resolver essa situação são os jogadores. E não importa com qual esquema. Só nos salvaremos se todos correrem."  O camisa 1 agora mede as palavras para evitar magoar algum companheiro e não se importou em ver, pelo segundo dia seguido, os trabalhos não serem tão puxados. "Às vezes, as palavras são melhores que treino. Tem dia que a gente se mata, se mata de tanto treinar e na hora do jogo nada adianta."  Treino Nelsinho Baptista fez um coletivo entre os reservas e o time sub-20, no qual observou outros jogadores do grupo com os quais poderá contar. Gustavo Nery - seria a grande estrela do trabalho - só voltará a treinar nesta sexta-feira. Segue entregue ao Departamento Médico, se recuperando de lesão muscular.

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