Jonne Roriz/AE - 13/2/2010
Jonne Roriz/AE - 13/2/2010

Felipe reclama de 'discriminação' e ataca o Corinthians

Goleiro afirma que é perseguido dentro da equipe e acusa dirigentes pelo fracasso da negociação com o Genoa

AE, Agência Estado

21 de julho de 2010 | 18h41

O imbróglio que envolve a possível saída do goleiro Felipe do Corinthians ainda está longe de terminar. Nesta quarta-feira, a novela ganhou mais um capítulo, com o próprio jogador se manifestando pela primeira vez sobre a polêmica. Em nota, Felipe acusou o clube de "discriminação", defendeu seus empresários e se disse perseguido.

Treinando em separado desde o começo do mês, no CT de Itaquera, o goleiro virou um problema para o clube desde que teve a sua negociação frustrada com o Genoa, da Itália. "Sou perseguido por alguém muito poderoso aqui (no Corinthians), que põe os seus interesses pessoais na frente do clube", reclamou Felipe.

A acusação parece ter sido endereçada ao presidente Andrés Sanchez e o ao diretor de futebol Mário Gobbi. Ainda no fim de 2007, quando o time conquistou a Série B, o goleiro entrou em rota de colisão com ambos após pedir um aumento salarial. Por outro lado, Felipe fez questão de valorizar a "ética" de seus agentes no trato com a questão.

Além disso, o goleiro apresentou um fato novo, apontando o Corinthians como culpado pela negociação frustrada. "O contrato entre os clubes não foi assinado após a aceitação da proposta pelo Corinthians devido a um bloqueio judicial no meu certificado por conta de dívidas", escreveu o jogador. Até agora, o motivo alegado era a opção do Genoa por contratar o goleiro português Eduardo, já que pode ter apenas um jogador não comunitário - sem passaporte europeu - em seu elenco.

Prometendo falar com a imprensa em breve, Felipe ainda desabafou sobre a decisão do Corinthians em afastá-lo do elenco. "Não consigo entender o porquê disso comigo, porque estou treinando em separado do grupo, sem poder treinar com bola, pois vários jogadores passam por esses problemas na época de janela de transferência e ninguém é massacrado como estou sendo."

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