Agustín Marcarian/Reuters
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Fernando Diniz fica 'sem argumento' para justificar queda do São Paulo: 'Não é time para cair'

Técnico avalia jogo 'de igual para igual' na derrota por 2 a 1 para o River Plate e vê São Paulo com potencial para brigar por títulos na temporada

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2020 | 00h36

O técnico Fernando Diniz admitiu não ter argumento para justificar a eliminação do São Paulo ainda na fase de grupos da Copa Libertadores da América. Após a derrota por 2 a 1 para o River Plate, na Argentina, o treinador disse que é hora de "olhar para frente". O São Paulo briga com o Binacional na última rodada do Grupo D por uma vaga na Copa Sul-Americana e tem a Copa do Brasil e o Brasileirão no restante da temporada.

"Temos que melhorar, nos solidarizar com o torcedor, procurar olhar para frente. Não tem como arrumar desculpa nessa hora, arrumar argumento. O São Paulo não é time para cair na primeira fase da Libertadores. É trabalhar, olhar para frente. No Campeonato Brasileiro já tem jogo esse fim de semana", disse o treinador, referindo-se à partida contra o Coritiba, no domingo, no Couto Pereira. "No Morumbi foi 2 a 2 com o River e poderíamos ter vencido. Hoje, jogamos de igual para igual. O São Paulo tem bons jogadores, sempre falei que temos time. Precisamos trabalhar, acreditar mais e ganhar os jogos, porque precisamos dar alegria para o torcedor", acrescentou.

Fernando Diniz completou no último sábado um ano no comando do São Paulo. Contratado em setembro para substituir Cuca, o treinador terminou 2019 com a classificação para a Libertadores, mas em 2020 a equipe foi eliminada pelo Mirassol nas quartas de final do Paulistão e agora no torneio continental. O técnico fez uma avaliação do seu trabalho e disse que o time tem potencial para brigar por título nos campeonatos que restam nesta temporada.

"Em termos de resultado nas competições, é ruim. Ano passado conseguimos o objetivo que era a vaga na Libertadores, mas, esse ano, tínhamos que ter avançado no Paulista e na Libertadores. Temos que seguir, o trabalho tem sido feito, o time tem ficado perto de vitórias, mas não tem conseguido. Temos que ser persistentes. Temos duas competições (pode ter três se classificar para a Sul-Americana) e o São Paulo tem chances reais de lutar pelas duas", afirmou Diniz. 

Para o treinador, o principal fator para a eliminação na Libertadores foi a derrota na estreia para o Binacional, por 2 a 1. Na altitude de 3.800 metros acima do nível do mar da cidade de Juliaca, o São Paulo abriu o placar e teve chances de ampliar no primeiro tempo, mas levou a virada. River Plate e LDU ganharam do Binacional em Lima, sem altitude, porque Juliaca não pôde receber os jogos em razão da pandemia do novo coronavírus.

"O que mais pesou foi o jogo contra o Binacional. Não foi a única coisa, mas foi uma derrota que nos deixou pressionados o tempo todo. E depois os times não jogaram na altitude. Tínhamos que ter buscado esses pontos fora e não conseguimos. Não foi o único fator, mas foi o mais importante para a nossa eliminação precoce", avaliou.

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