Miguel Locatelli/Atlético-PR
Miguel Locatelli/Atlético-PR

Fernando Diniz não resiste à pressão e é demitido do Atlético-PR

Time paranaense está na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro

Estadão Conteúdo

25 Junho 2018 | 10h34

Doze dias após a derrota por 2 a 0 para o Botafogo, a direção do Atlético-PR se reuniu e entendeu que era melhor desligar o técnico Fernando Diniz, que não conseguiu engrenar no Campeonato Brasileiro, nesta segunda-feira. O treinador não resistiu à pressão da torcida, que vinha insatisfeita com a zona de rebaixamento e uma das piores campanhas da temporada. Em 21 jogos foram apenas cinco vitórias, sete empates e nove derrotas, aproveitamento perto de 35%.

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A chegada de Fernando Diniz a Curitiba já foi conturbada. Contratado em novembro de 2017 pelo Guarani para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista, o treinador ficou menos de dois meses no clube, já que em janeiro recebeu a proposta do Atlético-PR e prontamente deixou Campinas. O comandante ficou encantando com o projeto paranaense, principalmente pelo tempo de trabalho.

Com a tradição de mandar as categorias de base para disputar o Campeonato Paranaense, o Atlético-PR deu a Fernando Diniz quase 30 dias de trabalho para afinar o time titular. No começo da temporada, tudo foram flores: levou o time até as oitavas de final da Copa do Brasil, eliminando o São Paulo na quarta fase, e classificou na primeira fase da Sul-Americana em cima do Newell's Old Boys. Para completar, o clube ainda foi campeão estadual.

Só que a euforia se transformou em decepção logo no início do Campeonato Brasileiro. Apesar da goleada por 5 a 1 em cima da Chapecoense na estreia, o Atlético-PR não conseguiu engrenar dali em diante, já que passou seis jogos sem ganhar e despencou na classificação. Ao todo, foram sete derrotas, três empates e apenas duas vitórias em 12 jogos, que mantém o time com a segunda pior campanha da competição, com apenas nove pontos.

Com a parada para a Copa do Mundo, o Atlético-PR insistiu de que manteria Fernando Diniz para o segundo semestre, mas o presidente Mario Celso Petraglia cedeu à pressão de torcedores e um grupo de conselheiros que pediam a saída do treinador. Sua demissão foi comunicada nesta segunda-feira, no dia em que os jogadores se reapresentariam para um período de treinos. O elenco deve ficar sob os cuidados do auxiliar Kelly e provavelmente do técnico Tiago Nunes, que dirigia o time de aspirantes.

 

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