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Festa de 97 anos do Palmeiras será marcada por protestos

Conselheiros exigem que presidente apure sumiço de R$ 290 mil

Daniel Akstein Batista, estadão.com.br

26 de agosto de 2011 | 17h46

SÃO PAULO - O Palmeiras comemora nesta sexta-feira 97 anos de história, com um evento à noite no ginásio da Academia de Futebol. A festa, porém, promete ser cercada de contornos políticos. Conselheiros vão começar a recolher assinaturas pedindo a apuração do sumiço de R$ 290 mil dos cofres do clubes. Uma carta já foi elaborada e será entregue, junto das assinaturas, ao presidente Arnaldo Tirone.

O Palmeiras já abriu uma sindicância para saber onde foi parar esse dinheiro. No ano passado, com o aval do clube, o advogado Pedro Renzo resgatou cerca de R$ 1,1 milhão de uma conta destinada a valores referentes a tributos discutidos na justiça, mas o valor final que chegou nas mãos do clube foi menor.

Um comitê estuda o caso e já ouviu algumas pessoas, como Francisco Busico, ex-diretor financeiro e que teria assinado os tais documentos em 2010. O grupo que nesta sexta-feira promete entregar a carta a Tirone, no entanto, pede esclarecimentos o mais rápido possível.

Ao recolher as assinaturas, o grupo estuda até entrar com medidas judiciais, caso o comitê que cuida do caso não consiga achar um culpado. "Desde já requeremos que sejam tomadas as medidas cabíveis, tanto na esfera estatutária, quanto na judicial, para ressarcimento do prejuízo, bem como a devida punição dos responsáveis", diz parte do texto.

CRÍTICAS

O fato de a festa ser realizada no CT também gerou críticas de alguns conselheiros. Eles reclamam, por exemplo, do uso de banheiros químicos e dizem que isto não é compatível com a "grandeza do clube".

O evento deve reunir cerca de 700 pessoas. De todos esses convites, 200 foram distribuídos gratuitamente e o resto foi comercializado, por R$ 130 cada um.

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