Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Festa do título do Palmeiras tem Bolsonaro na arena e taça em campo

Clube comemora a conquista do Brasileiro com a presença do presidente eleito nos camarotes

Carla Bridi, Ciro Campos, Constança Rezende, Renan Cacioli e Renata Agostini, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2018 | 05h00
Atualizado 02 Dezembro 2018 | 19h09

A festa do Palmeiras pelo título brasileiro, neste domingo, conta com a presença de Jair Bolsonaro. Torcedor da equipe, ele foi convidado pela diretoria alviverde para ir ao Allianz Parque e acompanha a partida contra o Vitória no camarote da presidência do clube. O presidente eleito chegou ao local por volta das 15h e foi recebido por Leila Pereira, dona da Crefisa (patrocinadora do time), antes de acenar para os torcedores presentes no estádio. 

A reportagem do Estado teve acesso ao quarto andar da arena, onde alguns seguranças e um integrante da Polícia Militar cercam a porta do camarote onde Bolsonaro está. Após cinco minutos circulando pelo local, o repórter foi avisado por um segurança do Allianz que não poderia permanecer ali por “questões de segurança”. Questionado se sabia quantas pessoas haviam sido deslocadas para a segurança do novo presidente, o funcionário do estádio não soube informar. Agentes da Polícia Federal estão posicionados nas portas de emergência do estádio, impedindo o acesso pelas escadas ao quarto andar, onde ficam os camarotes.

Leila Pereira, presidente da Crefisa e conselheira do Palmeiras, afirmou à reportagem do Estado que o presidente eleito Jair Bolsonaro foi ao vestiário do Allianz Parque, antes da partida entre Palmeiras e Vitória, pela 38.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e conversou com o técnico Luiz Felipe Scolari e os jogadores. Ainda segundo Leila Pereira, o presidente eleito foi convidado a entregar a taça de campeão brasileiro aos jogadores. "Só não tenho certeza que ele entregará a taça por protocolo de segurança", disse.

Nas cadeiras abaixo do camarote onde Bolsonaro está, alguns fãs ficam de costas para o campo e tentam registrar pelo celular a presença do presidente eleito. Vez ou outra, surge um grito de "mito" do meio do público.

No voo do Rio para São Paulo, Bolsonaro foi recebido aos gritos de 'mito'. Como de costume, apoiadores filmaram e aplaudiram a sua chegada. Ele acenou em retribuição antes de se sentar numa das primeiras fileiras da aeronave. Um grito de "Lula Livre" também  ecoou e foi logo abafado pela comemoração de bolsonaristas. Tão logo o avião decolou, alguns passageiros começaram a se revezar no corredor na tentativa de se aproximar de Bolsonaro, tirar uma selfie ou cumprimentar o futuro presidente, dando trabalho para os seguranças, que precisaram vetar alguns admiradores.

O presidente eleito desembarcou por volta das 13h40 no Aeroporto de Congonhas, em um voo de carreira da companhia aérea Gol. O político saiu em comboio de dois carros da PF e outros cinco carros pretos, além de uma van e uma ambulância, pela área de autoridades de Congonhas, sem falar com a imprensa. Motos da PM também fizeram parte do esquema de segurança. Diversas vezes a Avenida Washington Luís foi bloqueada nas duas pistas do sentido centro, para que a equipe do presidente eleito pudesse sair.

 

O JOGO

Desde a inauguração da arena, há quatro anos, será a primeira vez que o Palmeiras jogará no estádio já como campeão. O clube vai preparar uma grande festa para marcar a data, com direito a mosaico da torcida. A arena deve receber perto de 40 mil pessoas e fazer o clube fechar o ano com renda bruta de mais de R$ 35 milhões em bilheteria em jogos do Campeonato Brasileiro.

Em campo a expectativa é para o técnico Luiz Felipe Scolari promover novidades e escalar jogadores pouco utilizados na temporada, como o goleiro Fernando Prass. O Palmeiras vai em busca de atingir o 23º jogo consecutivo sem perder. Se ganhar, a equipe chegará aos 80 pontos e vai igualar a campanha do título brasileiro de 2016.

O já rebaixado Vitória tentará encerrar a temporada de forma honrosa. O time não ganha há oito rodadas e teve a queda decretada no último domingo, ao empatar sem gols com o Grêmio. O momento ruim fez a diretoria promover mudanças no elenco na última semana, ao dispensar sete jogadores.

RETORNO

Bolsonaro deverá voltar para o Rio de Janeiro ainda às 20h deste domingo e passará a segunda-feira em casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Na terça-feira ele voltará para Brasília, onde seguirá com o governo de transição. 

 

 

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