Festa? Eles querem é jogar

Fora Romário, ninguém quer saber de festa no amistoso de amanhã. Restando pouco mais de um ano para a Copa da Alemanha, o jogo contra a Guatemala será talvez a maior e última chance de diversos jogadores para tentar uma vaga nas rodadas finais das Eliminatórias e no Mundial. O lateral Leo, titular em razão do afastamento de Gustavo Nery, não nega que pode ser o jogo da sua vida na seleção. "É mais ou menos por aí. Surgiu a oportunidade e vou fazer tudo para aproveitá-la", afirma. Os volantes Magrão e Mineiro também apostam tudo no amistoso. "Para nós, não vai ter festa. Vou jogar com seriedade e procurar a vitória a todo custo", diz o palmeirense. "Temos oportunidade única de mostrar que queremos estar aqui." Magrão acha que, do grupo, apenas Robinho está mais próximo da Copa. "O Robinho é um jogador que vem jogando no nível dos que estão lá fora. Para mim, minha chance ainda é zero. A Copa está muito longe e eu estou engatinhando aqui na seleção", diz. O técnico Carlos Alberto Parreira respalda a atitude dos atletas. "Esse é um jogo importante para fazer observações pois tem muito jogador que não vem sendo chamado e, no futebol brasileiro, sempre há surpresa." Outro de olho num espaço é o atacante Grafite. Convocado pela primeira vez, começará no banco dando lugar ao homenageado Romário, mas pode entrar ainda no primeiro tempo. "Tenho uma ansiedade boa para estrear. Quero buscar espaço na cabeça do Parreira e tentar uma vaga para a Copa", diz o são-paulino. Também novato e com poucas chances de ir ao Mundial do ano que vem, o meia Carlos Alberto, de 20 anos, se permite alguma esperança. "Tenho o sonho de ir para a Copa. A concorrência é muito grande, mas sonhar não custa nada", afirma. "Mas tenho a idade a meu favor. Se não for nessa, tem as próximas, então não preciso me preocupar com isso agora." Ex-colega de Romário no Fluminense, o corintiano duvida que o artilheiro do tetra fique só na festa de amanhã. "O Romário merece essa homenagem, mas é meio fominha, não sei se vai ser a última não." PENTACAMPEÕES - Além dos mais novos, a seleção de amanhã conta com dois experientes pentacampeões, também na berlinda em relação ao grupo que deve ir à Alemanha e em busca de espaço: Rogério Ceni e Ricardinho. "Me sinto muito mais maduro que na última Copa", diz o goleiro são-paulino. "Mas não me frustro se não estou na seleção. Com a qualidade dos brasileiros, ficar de fora não é demérito algum. Se fosse, 99,5% dos jogadores não teria capacidade de jogar." O meia do Santos confirma. "A partida é muito importante para todos os convocados. Por faltar um pouco mais de um ano e ser o futebol brasileiro, tudo pode acontecer. Na seleção, sempre tem busca por espaço."

Agencia Estado,

27 de abril de 2005 | 09h33

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