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Fiel à Ponte Preta, garoto de 13 anos resiste ao assédio

Meia foi cortejado por Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2015 | 17h00

Maurício Silveira começou a jogar pela Ponte Preta com 10 anos. Ficou um ano fora. Voltou. Recebeu propostas de Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-MG, entre outros. Balançou. Mas resolveu ficar. Maurício tem hoje 13 anos.

Meia habilidoso, o garoto ficou por vários motivos. Torce pela Ponte, como toda a família. Além disso, sente-se em casa. “Gosto bastante da estrutura e também gosto muito das pessoas de lá, que me tratam com respeito’’, diz. Hoje, ele é um dos destaques do sub-13 da Macaca.

Maurício não saiu porque não quis, pois nada, além do coração, o prende à Ponte. E também porque o pai, José, entende que o garoto não pode desprezar o clube que lhe abriu os braços. “Ele é muito novo e tem de ser fiel ao clube.’’

Empresário da área de transporte, José recebeu, assim como o filho, o assédio de empresários de outro ramo, o do futebol. “Não sei se estou certo, mas penso o seguinte: moleque bom não precisa de empresário, tem de jogar bola’’, acredita. “Na base, tem de ser direto com o clube. O clube tem de tomar conta e o jogador, na idade dele, tem de se preocupar em treinar, se divertir e em estudar.’’

Outro forte motivo para Maurício permanecer na Ponte foi que, se saísse, ficaria longe de casa - o afastamento dos garotos do convívio familiar também foi levado em conta no veto ao vínculo desportivo a partir dos 12 anos. “Ficar longe pesou 110% na nossa decisão. Ficar sozinho, longe da família, dos conselhos, conviver com gente mais velha que não conhecemos... Uma hora vai acontecer, mas quando ele estiver mais maduro’’, diz o pai.

José Silveira, porém, entende os pais que agem de maneira diferente. “Quem aposta tudo no garoto (como solução financeira para a família), esquece um pouco os perigos que a criança pode correr.’’ 

Risco que Maurício não correu. “Se eu falar que (as propostas) não mexeu com a cabecinha dele... ‘puxa pai! Cruzeiro, Atlético!’. Se eu não fosse um pai centrado, com certeza ele iria e a Ponte Preta perderia’’, admite José.

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