Walter Bieri/EFE
Walter Bieri/EFE

Fifa terá de resolver até o fim do ano pendências graves em sua gestão

A escolha do novo presidente para o lugar Blatter será em fevereiro

O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2015 | 12h28

Mergulhada em sua própria crise, a Fifa tem agenda cheia até o fim do ano para resolver algumas pendências graves do futebol. Veja os principais acontecimentos na entidade que tem um presidente de saída, vices presos e o secretário-geral afastado por suposta corrupção na venda de ingressos da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, com ágio.

ELEIÇÃO

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A Fifa precisa organizar a eleição presidencial, que ocorre em fevereiro de 2016. Até o dia 24 de outubro, porém, os candidatos precisam se apresentar e suas postulações devem ser avaliadas pela entidade. Michel Platini, presidente da Uefa, é o grande favorito nessa corrida para substituir Joseph Blatter, que foi eleito, mas que pediu o afastamento diante de tantas acusações de corrupção. Platini terá dificuldades em conseguir apoio de regiões como a África. Do Brasil, o candidato é Zico. Vale lembrar que outro brasileiro, João Havelange, foi presidente da entidade por 24 anos.

PRISÕES E EXTRADIÇÕES

Em meio à escolha de novo presidente, a Fifa também observa o que vai ocorrer com os cartolas da entidade que estão detidos e que respondem por acusações de corrupção. Um dos vice, Jeff Webb, começará a ser ouvido em uma corte de Nova Iorque, no Estados Unidos, e muitos temem que ele faça revelações que afetem outros colegas da entidade. Na Suíça, ainda corre o processo de extradição dos demais cartolas, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF e que está detido desde 27 de maio, quando o FBI deu uma batida no Congresso da Fifa.

VALCKE

O Comitê de Ética da Fifa terá agora a tarefa de investigar Jérôme Valcke, o homem que comandou de fato as operações da entidade desde 2007. Para isso, terá de ter acesso às entranhas da organização e, claro, às relações do secretário-geral com a venda de entradas da Copa do Mundo. Nesta quinta-feira, Valcke foi acusado e afastado pela Fifa após denúncias de montar esquema para lucrar com a venda de entradas para os jogos do Mundial de 2014, sediado pelo Brasil e que teve a Alemanha como campeã.

CATAR

Outro desafio da Fifa será o de lidar com as investigações sobre a Copa de 2022, no Catar. A Justiça da Suíça continua a interrogar dirigentes para entender se houve compra de votos na escolha. Se esse foi o caso, o risco é de que o processo terá de ser reaberto, com um forte impacto para as finanças da entidade e seus patrocinadores. Ocorre que o Catar já começou suas obras para receber o Mundial de futebol.

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