Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Suíços deixam julgamento de Marin para o final

Dos sete presos da Fifa, seis tiveram extradição aprovada aos EUA

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2015 | 09h30

As autoridades suíças aprovaram a extradição de um sexto cartola da Fifa preso em maio em Zurique. Nesta quinta, o Departamento de Justiça deu sinal verde para a extradição de Julio Rocha, dirigente da Nicaragua. Ele será enviado inicialmente aos EUA e, de lá, para seu país de origem. Na semana passada, o Estado havia revelado com exclusividade que o caso seria anunciado, deixando a situação de José Maria Marin, o ex-presidente da CBF, como o último a ser julgado pelos suíços.

Rocha era o presidente da Federação de Futebol da Nicaragua e foi preso ao lado de outros seis cartolas em Congresso da Fifa no dia 27 de maio à pedido do FBI. Ele é acusado de receber propinas de US$ 150 mil em relação com contratos para as Eliminatórias da Copa de 2018. A Nicaragua também pediu sua extradição e Rocha teria concordado, conforme a reportagem revelou. Mas caberia aos suíços determinar se ele iria aos EUA ou a seu país de origem, o que foi anunciado nesta qunta em Berna. Pela decisão, o dirigente vai primeiro aos tribunais americanos.

Ao pedir propinas, Rocha teria "influenciado de forma substancial" a concorrência e "distorceu o mercado". "Outras empresas de marketing ficaram em uma situação de desvantagem e as federações de futebol foram impedidas de negociar acordos mais favoráveis", informaçõe a Justiça suíça. Rocha ainda poderá recorrer da decisão. Além dele, a Suíça já deu sinal verde para a extradição de Eugênio Figueredo, Rafael Esquivel, Eduardo Li, Costas Takkas e Jeff Webb aos EUA, onde todos são acusados de corrupção.

MARIN

José Maria Marin, assim, é o último dos sete presos a ser considerado pela Justiça. Mas seus advogados já indicam que ele pode até mesmo abrir mão de um recurso. Com um apartamento nos EUA, ele teria possibilidade de pagar uma fiança milionária, o que o permitiria a aguardar o julgamento em sua residência. Pessoas que estiveram com o brasileiro indicaram que, depois de mais de quatro meses na prisão em Zurique, ele mostra claros sinais de querer ver uma definição para seu caso.

Uma fiança, porém, poderia custar quase R$ 40 milhões e a negociação com a Justiça americana já estava em fase avançada no início da semana. Ela envolveria cerca de US$ 7 milhões, além do confisco do apartamento nos Estados Unidos, avaliado em US$ 2,5 milhões.


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