Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters

Ex-executivo da Conmebol preso na Suíça é levado a hospital

Justiça se recusa a dar liberdade condicional a cartola de 69 anos

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2015 | 10h17

Rafael Esquivel, ex-executivo da Conmebol e da Fifa preso na Suíça desde 27 de maio sob suspeita de corrupção, é levado a um hospital de Berna por causa de sua saúde supostamente deteriorada. Mesmo nessas condições, a Justiça suíça o impede de esperar por uma eventual extradição para os EUA em liberdade condicional. Nesta segunda, o Tribunal Superior da Suíça julgou que o cartola venezuelano de 69 anos não poderá ser transferido a um hotel ou residência, como era de seu desejo.

Esquivel foi um dos sete dirigentes presos em maio e é acusado pelo FBI de receber subornos de empresas para garantir direitos para a Copa América. Esse é o mesmo crime que supostamente José Maria Marin, ex-presidente da CBF, também é acusado. Marin continua preso. O venezuelano já teve sua extradição aprovada pelos suíços. Mas ainda pode recorrer. Enquanto isso, porém, alegou que perdeu muitos quilos na prisão e entrou com um recurso para aguardar o processo em liberdade.

No dia 2 de outubro, Esquivel solicitou que fosse liberado. Mas o tribunal julgou na manhã desta segunda que existe "risco de fuga" e que, portanto, ele terá de permanecer sob a vigilância da polícia, mesmo em um hospital em Berna. Segundo a Justiça, "os motivos evocados, como a idade avançada e estado de saúde" não seriam suficientes para evitar uma fuga do suspeito. Para Berna, Esquivel "não mantém relações estreitas" com a Suíça e teria condições de embarcar em "longas viagens".

Nem mesmo algum tipo de controle eletrônico conseguiria evitar essa fuga, segundo os suíços. "Medidas alternativas como uma fiança, um monitoramento eletrônico, não reduziriam de forma suficiente esse risco", disse o Tribunal. A Justiça, porém, pediu que "exames médicos" sejam realizados para "avaliar a capacidade do suspeito de continuar em prisão".

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