Ruben Sprich/Reuters
Ruben Sprich/Reuters

Vivendo sua pior crise, Fifa confirma eleição dia 26 de fevereiro

Presidente interino solta comunicado e recusa entrevista coletiva

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2015 | 09h32

A Fifa anuncia os detalhes de sua reforma e indica que, a partir de 2016, a entidade irá publicar detalhes das investigações que conduz contra dirigentes. Os detalhes foram debatidos hoje em uma reunião de emergência da entidade e que estabeleceu de forma definitiva que as eleições ocorrem no dia 26 de fevereiro. Essa foi a primeira reunião desde 1998 sem a presença de Joseph Blatter, suspenso por suspeitas de corrupção. 

O presidente interino, Issa Hayatou, se recusou a dar uma coletiva de imprensa e a Fifa se limitou a emitir um comunicado. A entidade vive sua pior crise de seus 111 anos de história, com a administração controlada por advogados, cartolas sob investigação e patrocinadores irritados.

Uma das medidas adotadas hoje é de que o Comitê de Ética da Fifa poderá divulgar o motivo pelo qual um dirigente é banido, algo que até hoje era proibido.

Outra decisão foi a de manter a eleição no dia 26 de fevereiro, apesar da polêmica em relação a quem será candidato. A manutenção da data significa que os postulantes terão de se inscrever até o dia 26 de outubro. Se a data está estabelecida, a realidade é que existe uma guerra declarada pelo poder na Fifa. Michel Platini era o favorito. Mas também foi suspenso e agora a Uefa tenta forçar uma tramitação rápida de seu recurso para que ele possa ainda concorrer.

Se nada disso ocorrer até o dia 26, os europeus e seus aliados terão de buscar uma alternativa. Nos últimos dois dias, quem operou essa busca foi Ahmed Al Sabah, do Kuwait e que chegou a ser seu ministro do Petróleo. Considerado como um dos homens mais fortes do esportes mundial, ele teria garantido para Thomas Bach a presidência do COI e a escolha de Buenos Aires para os Jogos Olímpicos da Juventude.

Agora, na Fifa, ele faz questão de se apresentar como o homem que vai decidir quem será o novo presidente. Nos últimos dois dias, ele proliferou reuniões com a Conmebol, Uefa, americanos e até com o sobrinho de Blatter, Phillip, CEO da Infront e empresa que detém alguns dos maiores contratos com a Fifa. 

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