Fifa adia debate sobre rodízio da Copa

A Fifa criou polêmica em torno da escolha da sede da Copa de 2010, assustou-se com as reações e deixou a definição para o ano que vem. A entidade que controla o futebol empurrou para a assembléia geral de 2002, em Seul, a aprovação de critérios para o "rodízio de Mundiais". A intenção do presidente Joseph Blatter é a de que o continente africano inicie a fase de rotatividade, mas já está sendo pressionado pelos latino-americanos e pelos europeus.A Fifa promete entregar em julho deste ano, em reunião programada para Buenos Aires, detalhes a respeito do "rodízio". Os delegados da entidade terão tempo suficiente para analisar o projeto e propor eventuais mudanças, antes da aprovação no ano que vem, na assembléia que deverá também eleger o presidente da Fifa para o quadriênio 2002-2006.Analistas internacionais apostam que, a partir de agora, tudo será jogo de cena, pois na reunião anterior, no início do mês, a Fifa anunciou que o sistema sedes alternadas começaria na África, e em 2010. Blatter fez um pequeno recuo, porque não esperava a reação negativa, principalmente por parte dos sul-americanos. Além disso, pode ser feita exceção aos europeus, que não pretendem esperar 24 anos para organizar um Mundial. Como o continente tem forte peso político, esportivo e financeiro, estuda-se forma de permitir que tenha direito a apresentar candidatura em intervalos menores. A Copa de 2006 será na Alemanha, que derrotou a proposta da África do Sul por 12 votos a 11 no ano passado. Pelo novo critério, a Europa só voltaria a ser sede em 2030, depois que o torneio passasse por África, América do Sul, Américas do Norte e Central, Ásia e Oceania.

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