Fifa afasta ex-presidenciável acusado de suborno

Envolta no maior escândalo de corrupção de sua história, a Fifa anunciou neste domingo a suspensão provisória de dois de seus mais influentes dirigentes. Acusados de suborno, o presidente da Confederação Asiática e candidato à presidência da Fifa até um dia antes, Bin Hammam, e o presidente da Concacaf e vice da Fifa, Jack Warner, estão afastados temporariamente do futebol.

AE, Agência Estado

29 de maio de 2011 | 14h51

A decisão do comitê de ética da Fifa, anunciada neste domingo em entrevista coletiva na Suíça, acontece três dias antes da eleição para a presidência da entidade, que será normalmente realizada em 1.º de junho próximo. Hammam, tido como o principal responsável pela escolha do Qatar como sede da Copa de Mundo de 2022, era o único candidato de oposição à Joseph Blatter, que tenta a reeleição.

Membro do comitê executivo da Fifa, o norte-americano Chuck Blazer denunciou que Hammam e Warner ofereceram U$ 40 mil em suborno para delegados na reunião dos 25 membros da Associação Caribenha de Futebol, em 10 e 11 de maio. Os pagamentos assegurariam votos em Hammam no pleito da Fifa.

O dirigente do Qatar nega todas as acusações a aponta que há um complô na Fifa para tirá-lo da disputa presidencial, mas abdicou de sua candidatura antes mesmo da reunião do conselho de ética da entidade. Ele rebateu pedindo que o órgão investigasse suposto suborno praticado por Blatter, mas o pedido foi indeferido por falta de indícios.

Se considerado culpado no julgamento definitivo do conselho de ética, Hammam poderá ser expulso do futebol, impedido de exercer qualquer cargo em entidades ligadas à Fifa clubes, federações, confederações, associações...). Em seu site pessoal, o dirigente mostrou-se irritado.

"Não posso permitir que o meu nome seja cada vez mais jogado na lama por causa da competição entre dois indivíduos. O esporte em si e as pessoas que o amam em todo o mundo têm que vir primeiro. É por esta razão que eu anunciei minha retirada da eleição presidencial. Eu rezo para que meu pleito não seja vinculado à investigação realizada pelo comitê de ética da Fifa", escreveu Hammam.

Franz Beckenbauer, que deixa o comitê executivo da Fifa na semana que vem, chamou o escândalo de um "desastre no futebol". "Eu espero que em 1.º de junho a eleição acabe, que a discussão sobre corrupção se encerre e a Fifa volte ao normal."

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