Divulgação/Mexsport
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Fifa afasta o cartola Canover Watson, acusado de corrupção

Dirigente da Ilhas Cayman integra o Comitê de Auditoria e Fiscalização da entidade e é investigado por lavagem de dinheiro

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2014 | 09h59

A Fifa afasta de forma temporária um de seusdirigentes, acusados em seu país de corrupção. Canover Watson, das IlhasCayman, integra Comitê de Auditoria e Fiscalização de Normas da Fifa e é um dosresponsáveis por controlar e validar as conta da organização. Mas a entidadedecidiu o afastar até que o processo seja concluído. O cartola nega qualquercrime.

Watson, que pagou uma fiança para responder em liberdade, ésuspeito de uma "quebra de confiança contrária à seção 13 da LeiAnticorrupção das Ilhas Cayman, bem como de abuso de cargo público... Econflito de interesses". Além de corrupção, ele foi preso por lavagem dedinheiro em um caso envolvendo a introdução de um sistema de cartões magnéticosno sistema de saúde da ilha. Watson foi o diretor da Autoridade de Serviço deSaúde de Cayman.

Em um primeiro momento, a Fifa havia se recusado aafastá-lo. Mas, pressionada, a entidade decidiu hoje agir. O presidente doComitê de Auditoria, Domenico Scala, optou por seu afastamento até que o caso sejaesclarecido.

O acusado foi obrigado a prestar explicações para a Fifa. Aentidade constatou que o caso não estava relacionado com suas atividades nofutebol. "A presunção de inocência deve ser aplicada", escreveuScala. Mesmo se o cartola foi afastado, Scala insiste que essa não será a lei apartir de agora. "Isso não deve ser visto como um procedimento de rotina.Casos precisam ser avaliados individualmente", justificou.

Watson, além de trabalhar na Fifa, é o vice-presidente daFederação de Futebol das Ilhas Cayman e o tesoureiro da entidade.

Permeada por casos de corrupção, o presidente da Fifa,Joseph Blatter, colocou a ética como sua principal bandeira para as eleições de2015. Nesta semana, ele patrocina em Zurique um seminário mundial sobre oassunto. Ele ainda promete decisões sobre a escolha do Catar para sediar a Copade 2022. Mas se recusa a publicar sua renda, explicar os salários os cartolasda Fifa e nem investigar o passado da organização. 

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