Fifa amplia investigação sobre venda de votos

Há forte suspeita de corrupção no processo de escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e de 2022

AE, Agência Estado

25 de outubro de 2010 | 08h46

A Fifa anunciou nesta segunda-feira a ampliação da sua investigação sobre corrupção no processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022, que serão definidas em dezembro, depois que um ex-dirigente alegou que dois candidatos realizaram um acordo para trocar votos.

A organização que rege o futebol mundial assinalou nesta segunda-feira que "pediu para receber imediatamente toda evidência potencial" do jornal britânico Sunday Times a respeito das informações publicadas sobre Michel Zen-Ruffinen, ex-secretário geral da Fifa.

Zen-Ruffinen foi gravado com um câmera escondida dizendo que a candidatura conjunta de Espanha e Portugal e a proposta do Catar tinham sete votos cada uma do Comitê Executivo de 24 membros da Fifa, encarregado de escolher em dezembro as sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022.

Espanha e Portugal tentam receber a Copa do Mundo de 2018 e o Catar pretende sediar o Mundial de 2022. Preocupada com as novas revelações, a Fifa disse que enviará as provas obtidas ao comitê de ética com a intenção de contribuir para as investigações, que já estão em andamento.

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