Lucas Jackson / Reuters
Lucas Jackson / Reuters

Fifa anuncia banimento de três dirigentes envolvidos em escândalo de corrupção

Ex-presidentes das confederações venezuelana e nicaraguense estão entre os punidos

Estadão Conteúdo

21 Novembro 2017 | 12h34

A Fifa anunciou oficialmente nesta terça-feira o banimento por toda a vida de três dirigentes que se declararam culpados de envolvimento no grande escândalo de corrupção que estourou em 2015 e provocou a prisão de vários cartolas de peso do futebol mundial, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. São eles: o venezuelano Rafael Esquivel e o nicaraguense Julio Rocha, ex-presidentes das respectivas federações de futebol do seus países, e o antiguano Richard Lai, ex-mandatário da associação que comanda a modalidade em Guam.

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Proibidos pela Fifa de voltarem a exercer qualquer atividade ligada ao futebol profissional em nível nacional e internacional, os três dirigentes foram condenados pelo Comitê de Ética da entidade após admitirem, durante a investigação que vem sendo realizada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que participaram de diferentes esquemas ilegais de corrupção.

Richard Lai, que também é ex-membro do Comitê de Auditoria e Compliance da própria Fifa, teve investigação aberta contra ele em 28 de abril deste ano e reconheceu ter fraudado relatórios de contas bancárias e transações internacionais em troca de apoio em eleições presidenciais da Fifa e também para ganhar mais poder e influência dentro da entidade que dirigia e do máximo organismo do futebol mundial.

Julio Rocha, por sua vez, teve investigação aberta contra ele em 27 de maio de 2015 e, em 7 de dezembro do ano passado, assumiu ter aceitado suborno em troca da concessão de contratos a empresas interessadas em obter os direitos de comercialização de partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Já a investigação contra Esquivel, que também era um dos vice-presidentes da Conmebol, foi aberta em 27 de maio de 2015 e a Fifa informou nesta terça que, no dia 10 de novembro de 2016, ele se declarou culpado de envolvimento em esquemas de suborno e lavagem de dinheiro.

Segundo a entidade, o venezuelano admitiu ter aceitado propina para facilitar a obtenção de contratos de comercialização por parte de empresas que tinham o interesse em obter direitos comerciais de várias competições de futebol, entre elas a Copa América e a Copa Libertadores, ambas organizadas pela Conmebol.

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