Fifa anuncia investigação de candidato à presidência da entidade

Mohammed bin Hammam, que disputa cargo com atual presidente, é citado em acusação de suborno.

BBC Brasil, BBC

25 de maio de 2011 | 10h24

A Fifa, entidade que coordena o futebol mundial, anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação sobre acusações de suborno envolvendo quatro membros.

Entre os investigados estão Mohammed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol e candidato à presidência da Fifa, e Jack Warner, presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte e do Caribe) e vice-presidente da Fifa.

As acusações foram feitas pelo secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer, que é também membro do comitê executivo da Fifa.

Blazer alegou que o código de ética da entidade foi violado durante uma reunião aparentemente organizada por Bin Hammam e por Warner. Os outros dois investigados são Debbie Minguell e Jason Sylvester, da União Caribenha de Futebol.

A reunião, realizada nos dias 10 e 11 de maio, teria relação com a eleição para a presidência da Fifa, marcada para o próximo dia 1º de junho.

Eleição

Bin Hammam, nascido no Catar (país que recentemente foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2022), concorre à presidência da entidade contra o atual presidente, Sepp Blatter.

Os quatro membros acusados por Blazer foram convocados pela Fifa para prestar declarações à comissão de ética da entidade no dia 29 de maio.

A Fifa anunciou que o presidente da comissão, Claudio Sulser, não participará da audiência por ter nacionalidade suíça, a mesma de Blatter. O vice-presidente da comissão, Petrus Damaseb, da Namíbia, encabeçará a audiência em seu lugar.

O comunicado da Fifa divulgado nesta quarta-feira afirma que "nenhum outro comentário será feito pela Fifa até segunda ordem".

A investigação anunciada nesta quarta-feira não tem relação com a recente acusação, feita pelo ex-presidente da Associação Inglesa de futebol David Triesman, de que teria recebido pedidos de suborno de quatro membros do comitê executivo da Fifa em troca de apoio para a candidatura da Inglaterra como sede da Copa do Mundo de 2018. A Rússia foi escolhida como sede da Copa de 2018.

Jack Warner era um dos acusados por Triesman, ao lado do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Nicolás Leoz, e do presidente da federação da Tailândia, Worawi Makudi. Os quatro negam as acusações.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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