Brendan McDermid|Reuters
Brendan McDermid|Reuters

Fifa anuncia o banimento de José Maria Marin de atividades ligadas ao futebol

Entidade pune o ex-presidente da CBF, que está preso nos Estados Unidos, por participação em casos de suborno e corrupção

Redação, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2019 | 10h14
Atualizado 15 de abril de 2019 | 10h36

O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta segunda-feira o banimento do futebol do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. O dirigente foi punido pela entidade por ter participado de casos de suborno e corrupção durante o período de 2012 a 2015. Fora o afastamento, Marin terá de pagar uma multa de 1 milhão de franco suíços, o equivalente a R$ 3,8 milhões.

A entidade máxima de futebol afirmou que Marin violou o artigo 27 do código de ética ao participar de esquema de propinas na negociação de contratos com empresas para as vendas de direitos de transmissão de competições organizadas tanto pela CBF, como pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e pela Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

Marin, de 86 anos, cumpre atualmente prisão nos Estados Unidos, onde foi condenado em agosto de 2018 pelos mesmos casos de suborno e propinas punidos agora pela Fifa. A Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, acusou o ex-dirigente brasileiro de receber cerca de R$ 23 milhões de empresas em troca da liberação de contratos para a transmissão de televisão a ações de marketing de competições como a Copa América e a Copa Libertadores.

Pela punição da Fifa, Marin está proibido de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol, seja no âmbito esportivou ou administrativo. Quem recebeu punição semelhante pelo mesmo caso de propinas foi outro ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Banido em abril de 2018, ele ainda tenta recorrer do caso.

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