Fifa apóia maioria de jogadores nacionais nas equipes européias

Medida quer impedir que clubes percam identidade perante os torcedores, além fortalecer as seleções

EFE

30 de maio de 2008 | 11h18

O Congresso da Fifa aprovou a proposta de seu presidente, Joseph Blatter, para aplicar a regra que obrigará os clubes a escalarem seis jogadores que possam ser convocados pelo país das equipes, para proteger a identidade das seleções nacionais. Veja também: Vote: A Fifa está correta em limitar o número de estrangeiros nas equipes? O apoio do Congresso da Fifa, no qual 155 associações votaram a favor, cinco contra e 40 se abstiveram, veio dias depois de a União Européia (UE) ter rejeitado a norma por entender que transgride a regulamentação do bloco europeu sobre a livre circulação de trabalhadores. A decisão do Congresso permitirá à Fifa trabalhar para tentar aplicar a medida de forma progressiva a partir da temporada 2010/2011, com quatro jogadores, passando para cinco em 2011/2012 até os seis definitivos em 2012/2013. Blatter disse que se reunirá com o presidente do Parlamento Europeu no próximo mês e se mostrou otimista diante da possibilidade de chegar a um acordo para aplicar a regra. "Onde há vontade, há um caminho, e tentaremos isso com diálogo, não com confronto. Precisamos consultar os Governos, especialmente na Europa", disse Blatter. A idéia de que a perda de identidade nacional dos clubes põe em risco as seleções, e a necessidade de educar e formar os jovens, além de acabar com as grandes desigualdades entre continentes e países foram alguns dos argumentos que marcaram o debate. A medida também contou com o apoio de Michel Platini, presidente da Uefa. O ex-jogador francês respaldou os objetivos da norma, apesar de a proposta de sua organização para promover as categorias de base dos clubes - baseada mais no desenvolvimento dos jovens do que na nacionalidade - já contar com o apoio da União Européia. Platini acrescentou que "é um assunto delicado", e que apesar de "não ser uma situação cômoda para a Europa, tentará fazer o possível para ajudar o presidente da Fifa a alcançar este objetivo".  Uma das vozes discordantes em relação à norma foi o diretor-executivo da Federação Inglesa de Futebol (FA), Brian Barwick. Ele advertiu sobre "os obstáculos" que sua aplicação representará e defendeu que a presença dos jogadores nos clubes se baseie nas atuações. "A lei européia é bastante exata nestes temas. Os jogadores devem estar nas equipes principalmente por sua habilidade", afirmou Barwick que destacou a presença de três clubes ingleses nas semifinais da Liga dos Campeões. Além disso, o Congresso ratificou oficialmente o Código Mundial Antidoping da Agência Mundial (AMA) com 175 votos a favor e só um contra, na presença do presidente desta entidade, o australiano John Fahey. 

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