Fifa aponta risco médio em três candidaturas para Copas

Falta de apoio governamental por parte de Holanda/Bélgica, Japão e Estados Unidos preocupa entidade

AE-AP, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 10h51

A Fifa divulgou nesta quarta-feira um relatório sobre as candidaturas de Bélgica/Holanda, Espanha/Portugal, Inglaterra e Rússia, para a Copa do Mundo de 2018, e Austrália, Japão, Catar, Estados Unidos e Coreia do Sul, para o Mundial de 2022. E, embora nenhuma delas tenha sido descartada, três foram classificadas como "risco médio".

São estes os casos de Holanda/Bélgica, Japão e Estados Unidos. As demais candidaturas, classificadas como "risco baixo", também receberam ponderações. Para preparar o relatório, a Fifa visitou ao longo deste ano cada um dos países candidatos, em inspeções que duravam entre três e quatro dias. O anúncio dos vencedores será feito no dia 2 de dezembro, em Zurique.

O relatório questiona a efetividade das candidaturas conjuntas, ao lembrar que o Mundial de 2002 já foi "dividido" por Coreia do Sul e Japão. A falta de apoio dos governos belgas e holandeses também foi citado no relatório, o que prejudicaria a candidatura.

Ainda sobre a Copa de 2018, a Fifa revelou certo receio com o ambicioso projeto russo, sobretudo pelo gasto que precisará ser feito em infraestrutura. Também ponderou sobre a vastidão do território e a consequente dificuldade para se deslocar.

As candidaturas japonesas e norte-americanas, por sua vez, apresentaram problemas semelhante ao de Bélgica/Holanda: a falta de apoio governamental. A Fifa também questionou o aspecto comercial dos asiáticos e dos australianos para o Mundial de 2022, temendo uma perda de receitas de TV.

Embora classificada como risco baixo, a candidatura do Catar também recebeu algumas críticas, sobretudo por conta das altas temperaturas. O principal temor da Fifa é de que a saúde dos atletas possa ser afetada.

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