Fifa aposta no fim da greve para evitar "um pesadelo" antes da Copa

Entidade acompanha de perto a definição do TRT sobre a paralisação no metrô paulista que já dura três dias 

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2014 | 10h18

A Fifa não esconde que aguarda com ansiedade que a greve dos metroviários seja considerada como ilegal hoje. Neste domingo, o Tribunal Regional do Trabalho irá definir se existe a possibilidade de reajustar salários e se a greve é legítima.

"Se isso não acontecer e a greve continuar, viveremos um pesadelo", declarou um dos representantes da entidade mundial do futebol e responsável por temas de segurança. Nos últimos dias, a entidade passou a exigir do governo um plano alternativo para a greve e que, no dia 12 de junho, opções sejam dadas aos torcedores que queiram ir ao estádio em São Paulo.

"As pessoas que querem ver o futebol precisam ter esse direito", declarou o vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, nesta semana ao Estado.  

O TRT se reúne nesta manhã em São Paulo para tomar uma decisão, o que será acompanhado de perto pela Fifa.

Enquanto o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, garante que "tudo está em controle", dirigentes da entidade insistiram ao Estado nos últimos dias que a Copa no Brasil mostra que todo o processo de escolha de um país precisa ser revisto.

Ontem, o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, classificou a greve que já dura desde quinta-feira de "um probleminha pequeno". 

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