Thilo Schmuelgen/Reuters
Thilo Schmuelgen/Reuters

Fifa aprova novos critérios para ranking de seleções, mas não sabe explicá-los

Entidade afirma que passará a dar mais peso aos resultados obtidos pelos times nacionais nos últimos meses

Jamil Chade, Estadão Conteúdo

10 Junho 2018 | 13h26

O Conselho da Fifa aprovou neste domingo, em Moscou, os novos critérios que passará adotar para atualização do seu ranking de seleções. Com a esperança de tornar a classificação mais realista e confiável, a entidade confirmou que passará a dar mais peso aos resultados obtidos pelos times nacionais nos últimos meses.

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A estratégia é a de abolir o atual sistema que considera todos os resultados das seleções nos últimos quatro anos, num esforço de manter a relevância dos resultados de uma Copa e estabelecer uma média global para atualização da listagem.

Pelo novo modelo, a cada vitória ou derrota, uma seleção soma ou perde pontos, tornando mais importantes os últimos resultados. Na prática, uma seleção que vença a Copa América de 2019 ou a Eurocopa de 2020 não levará consigo os pontos no ranking até 2022, ano do Mundial do Catar.

Para a definição dos cabeças de chave para a Copa de 2022, portanto, pesará o resultado das Eliminatórias do ano anterior. A esperança da Fifa é de que isso acabe dando um valor maior às partidas.

Na avaliação da Fifa, o novo sistema que levou dois anos para ser criado "elimina potenciais manipulações do ranking". A fórmula estabelece que pontos são somados e subtraídos. Além disso, a pontuação depende da própria classificação do adversário. Quanto mais fraco o oponente, menor os pontos que uma seleção ganha em caso de vitória. "Esperamos que o novo sistema seja mais justo", afirmou Infantino.

Amistosos terão uma pontuação ainda mais fraca que competições oficiais. Jogos de primeiras fases de torneios terão um peso inferior às etapas finais de competições.

 

SEM SABER EXPLICAR

Questionados pela reportagem, porém, três membros do Conselho da Fifa admitiram que não sabiam explicar os novos cálculos que passarão a ser levados em conta para atualização do ranking. O próprio Infantino foi evasivo ao ser interpelado sobre o que mudaria neste processo.

O ranking foi estabelecido por Joseph Blatter, na esperança de ajudar na definição de vagas em Eliminatórias e mesmo para criar uma competição entre as seleções. Mas, ao longo dos anos, passou por várias mudanças e gerou polêmicas pelos seus critérios questionáveis.

Ao assumir a presidência da Fifa em 2016, Infantino deixou claro que os critérios para atualização do ranking deveriam mudar. A última vez que esta listagem foi atualizada foi no dia 7 deste mês. A Alemanha, atual campeã mundial, segue na liderança, enquanto o Brasil se manteve na segunda posição.

 

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