Fifa avisa que punirá 'comemoração religiosa' na Copa

A Fifa pediu aos jogadores de futebol moderação na expressão de sua fé durante a Copa do Mundo da África do Sul. Um comunicado já foi enviado às federações de futebol dos países classificados na tentativa de impedir que seus atletas festejem gols e vitórias com mensagens religiosas. E o Brasil é um dos países que mais preocupa a Fifa quando se trata de manter religião e futebol separados.

JAMIL CHADE, Agência Estado

01 de junho de 2010 | 07h08

O uso de mensagens escritas em camisetas usadas por baixo do uniforme já é proibido. Mas, em várias ocasiões, jogadores têm esperado o final da partida para rezar e exibir mensagens. A primeira grande polêmica surgiu quando o Brasil ganhou da Alemanha em 2002 e conquistou o penta. Há um ano, o tema voltou a fazer parte dos debates da Fifa diante da conquista do Brasil na Copa das Confederações, na África do Sul, quando a seleção não economizou nas referências religiosas.

As autoridades desportivas insistem que não querem transformar a Copa num evento político ou religioso. Mas vivem uma situação delicada, já que a aplicação de multas pode dar a polêmica impressão de cerceamento religioso.

Jerome Valcke, secretário-geral da entidade, acredita que a solução é pedir o compromisso das seleções para evitar as mensagens religiosas.

A assessoria de imprensa da Fifa disse que, ainda nesta semana, cada seleção receberá a visita de um representante da entidade para falar sobre temas relacionados com a Copa e o comportamento dos jogadores. A questão religiosa fará parte dos debates. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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