Fifa barra ajuda à Somália e Burundi

No mesmo dia em que o presidente da Associação de Futebol da Somália, Farah Addo, foi condenado a indenizar o dirigente máximo da Federação Internacional (Fifa), Joseph Blatter, em US$ 7.500 e mais US$ 11.260 pelas custas do processo, por tê-lo acusado de suborno durante a reeleição do cartola à presidência, soube que, ao lado de países como Porto Rico e Burundi, não faz mais parte do Programa de Ajuda Financeira (PAF) da Fifa. A entidade decidiu nesta quarta-feira interromper o auxílio em dinheiro a estes países com a justificativa de que não lhe foi entregue a documentação que comprova como fora utilizado os valores transferidos às mesmas.De acordo com a Fifa, uma auditoria realizada de 1999 a 2001 apresentou a existência de documentos incompletos e a falta de certificados que comprovassem a utilização de 84% do montante fornecido pela entidade. Países como a Mauritânia e Samoa norte-americana, em crise financeira, também estão na mira de Blatter e as federações do Chile, Honduras, Nepal e Vietnã, conseguiram um prazo extra para apresentar a documentação completa.O Programa de Assistência Financeira da Fifa foi aprovado no Congresso de Zurique, em 1996, e colocado em prática a partir de 1999. Ele auxilia cada federação, de forma quatrienal, com a quantia de US$ 1 milhão enquanto cada uma das confederações recebe US$ 10 milhões.

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