Geoff Caddick/AFP
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Fifa cria fundo de R$ 69 milhões para ajudar jogadores não pagos por clubes

Financiamento cobre o período até 2022, e a entidade também quer criar um comitê de monitoramento com o sindicato mundial dos atletas

Redação, Estadão Conteúdo

11 de fevereiro de 2020 | 11h22

A Fifa anunciou nesta terça-feira que reservou US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões) para ajudar jogadores de futebol que não são pagos pelos seus respectivos clubes. O financiamento cobre o período até 2022, e a entidade também quer criar um comitê de monitoramento com o sindicato mundial dos atletas, o FIFPro, para avaliar as necessidades dos atletas profissionais.

O fundo oferecerá uma "rede de segurança" para os jogadores, informa a Fifa em comunicado. O presidente da entidade, Gianni Infantino, destacou que a entidade queria mostrar seu "compromisso em ajudar os jogadores em uma situação difícil". "Estamos aqui para chegar aos necessitados, especialmente na comunidade do futebol, e isso começa com os jogadores que são as principais figuras do nosso jogo", acrescentou Infantino.

A Fifa orçou US$ 3 milhões (R$ 13 milhões) para o segundo semestre deste ano e US$ 4 milhões (R$ 17 milhões) para 2021 e 2022, cada. Há também US$ 5 milhões (R$ 22 milhões) disponíveis para casos de salários não pagos de julho de 2015 a junho de 2020.

"Mais de 50 clubes em 20 países diferentes fecharam nos últimos cinco anos, mergulhando centenas de jogadores de futebol em incertezas e dificuldades", disse o presidente do FIFPro, Philippe Piat. "Este fundo fornecerá um apoio valioso para aqueles jogadores e famílias mais necessitados. Muitos desses clubes fecharam para evitar pagar salários pendentes, imediatamente se transformando nos chamados novos clubes".

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