Denis Balibouse/Reuters
Denis Balibouse/Reuters

Fifa descarta prioridade para vacinação contra covid-19 a jogadores de futebol

'A prioridade é obviamente que as pessoas em risco e os profissionais de saúde', afirma o presidente Gianni Infantino

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 08h00

Depois de o COI (Comitê Olímpico Internacional) descartar a possibilidade de os atletas furarem a fila da vacinação contra a covid-19 por causa dos Jogos de Tóquio, a Fifa tomou posição no mesmo sentido. O presidente da entidade, Gianni Infantino, garante que não exigirá uma vacinação prioritária dos jogadores de futebol profissionais com o objetivo de facilitar as competições

“A prioridade, no que diz respeito às vacinas, é obviamente que as pessoas em risco e os profissionais de saúde sejam vacinados primeiro”, afirmou o presidente da Fifa. “É possível que em um determinado momento recomendemos a vacinação, mas tudo será feito, é claro, respeitando a ordem de distribuição das vacinas”, insistiu Infantino.

O debate sobre uma eventual prioridade de vacinação dos atletas tem repercutido muito nas últimas semanas na medida em que aumentam as dúvidas sobre a realização dos Jogos de Tóquio, de 23 de julho a 8 de agosto, além da Eurocopa e da Copa América em junho e julho.

Mas o COI se recusa a exigir acesso prioritário às vacinas para os participantes dos Jogos, o que representaria dificuldades éticas e práticas, uma vez que a campanha de vacinação começa em ritmo desigual entre os países. A entidade olímpica recomenda que os atletas "sejam vacinados em seus países de residência, respeitando as diretrizes nacionais", uma vez que tenham as doses "disponíveis para um público mais amplo".

Apesar de a grande maioria dos campeonatos continuar a ser disputada com portões fechados, o presidente da Fifa se mostra confiante de que os estádios ficarão lotados na Copa do Mundo do Catar, que será realizada de novembro a dezembro de 2022. “É preciso que, entre agora e então, a covid-19 seja erradicada. Se não for, acho que teremos um problema muito mais sério do que a Copa do Mundo.”

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