Fifa desmente uso de vídeo para expulsar Zidane

A Fifa desmentiu nesta segunda-feira que o quarto árbitro da final entre Itália e França, o espanhol Luis Medina Cantelejo, tenha visto num monitor a agressão de Zidane a Materazzi, o que provocou a expulsão do camisa 10 da França. A Itália venceu a decisão nos pênaltis por 5 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo. "Não houve vídeo nenhum, Cantalejo viu o incidente e o comunicou ao árbitro pelo fone de ouvido", explicou um porta-voz da Fifa. O argentino Horácio Elizondo, juiz da decisão, não viu a cabeçada que Zidane acertou no peito de Materazzi, depois de ter ouvido uma ofensa ainda não descoberta. Logo depois da partida, o técnico da seleção francesa, Raymond Domenech, acusou a Fifa de "inventar a regra do vídeo", porque Cantalejo, segundo ele, teria visto a agressão apenas por um monitor de TV. O telão do Estádio Olímpico de Berlim, com defeito, não transmitiu a partida - e nem teria mostrado a agressão, já que a ordem a Fifa é evitar a repetição de lances polêmicos. No jogo entre Brasil e Gana, nas oitavas-de-final, o telão mostrou que Adriano estava impedido ao marcar o segundo gol brasileiro, e o público vaiou o trio de arbitragem pelo resto da partida. Na final, o público chegou a vaiar a Itália e Elizondo, por achar que Materazzi teria simulado uma agressão. O técnico da Itália, Marcelo Lippi, declarou após a partida que o árbitro viu a agressao, e negou que a expulsão de Zidane tenha sido provocada apenas graças às reclamações de seus jogadores. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, é contra o uso de imagens para auxiliar nas decisões dos árbitros em campo, ao contrário do que ocorre em outros esportes, como o basquete e o futebol americano. Elas são aceitas apenas para punir agressões que não tenham sido relatadas pelos juízes nas súmulas dos jogos.

Agencia Estado,

10 Julho 2006 | 10h41

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