Fifa discutirá propostas concretas para combater racismo

A Fifa quer discutir "propostas concretas" para combater o racismo nos próximos meses, e planeja colocá-las em prática em maio, informou o organismo na sexta-feira.

Reuters

16 de fevereiro de 2013 | 11h44

As propostas serão analisadas pelo comitê executivo da Fifa em sua próxima reunião, em março, e em seguida apresentadas no Congresso Anual nas Ilhas Maurício, em maio, quando a decisão final deve ser tomada.

"Estou muito satisfeito com as ideias desenvolvidas hoje, e espero ansioso pelas deliberações com o comitê executivo no mês que vem", disse o presidente da entidade, Joseph Blatter, após uma reunião do comitê estratégico. "O objetivo é apresentar ações concretas ao Congresso Anual da Fifa, assim como sanções severas que terão um impacto real".

A Fifa não especificou quais são as propostas. Blatter já havia insinuado que o desconto de pontos e até o rebaixamento podem ser usados como sanções para times cujas torcidas sejam culpadas de comportamento racista.

Recentemente a Bulgária, cujos torcedores insultaram um jogador dinamarquês, e a Hungria, cujos torcedores foram condenados por comportamente antissemita durante um amistoso em casa com Israel, receberam a ordem de disputar suas próximas partidas classificatórias para a Copa do Mundo em casa a portas fechadas.

As autoridades italianas elaboraram planos para interromper jogos em caso de racismo. Os árbitros e o quarto juiz foram instruídos a relatar incidentes a autoridades de segurança, que terão a palavra final.

(Por Brian Homewood)

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