Fifa diz ainda esperar por dados de jogadores russos acusados de doping

Wada publicou documentos sobre uso de substancias proibidas de atletas sub-17 e sub-21

Estadao Conteudo

09 de março de 2017 | 15h26

A Fifa se pronunciou oficialmente nesta quinta-feira para informar que ainda está esperando pela chegada de maiores informações sobre jogadores russos de futebol envolvidos em uma investigação sobre doping, afirmou a secretária-geral da entidade, Fatma Samoura.

O investigador da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) publicou, em dezembro passado, centenas de documentos sobre o uso de substâncias proibidas por parte de atletas da Rússia, assim como as tentativas de encobri-los. Alguns casos aparentemente envolvem equipes sub-17 e sub-21 russas.

"Estamos esperando que surjam provas, e os nomes dos jogadores envolvidos", afirmou Fatma Samoura durante visita a São Petersburgo, cidade russa que será um dos principais palcos da Copa do Mundo de 2018.

Outras federações esportivas, particularmente as de modalidades de inverno, iniciaram processos disciplinares depois que a Wada forneceu documentos com nomes de jogadores supostamente envolvidos com uso de doping, embora a versão pública destes documentos apresentam os atletas por meio de códigos.

A Wada não respondeu em um primeiro momento às questões sobre se havia enviado à Fifa os documentos com os jogadores que estariam implicados em casos de dopagem. Mas, segundo e-mails divulgados em dezembro junto com o relatório de McLaren, houve cinco amostras de exames suspeitas nas equipes russas sub-17 e sub-21 em 2013 e 2014, contra as quais não foi tomada nenhuma ação, além de dois casos da liga russa de futebol.

A Wada também havia dito anteriormente que elaborar prontuários sobre jogadores russos de forma individualizada é difícil porque o laboratório de Moscou destruiu mais de 1.000 amostras de exames. Isso significa que somente os documentos - principalmente os e-mails enviados entre os funcionários de laboratórios e os responsáveis pelo esporte russo - poderiam ser usados como provas de casos de dopagem mencionados no relatório de McLaren.

Fatma Samoura, por sua vez, negou que o escândalo de doping na Rússia abalará o Mundial de 2018 ou o seu evento-teste preliminar, que será a Copa das Confederações deste ano, também em solo russo. "O caso do doping não tem nada a ver com os eventos que se realização em breve neste país", afirmou a dirigente. "A Fifa leva muito a sério qualquer aspecto que possa ter um impacto negativo sobre os eventos mundiais, seja ele doping, segurança, discriminação, xenofobia etc. Sempre nos certificamos de que o mau comportamento não afete as competições", completou.

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