Fifa e astros do futebol lançam campanha '11 contra o Ebola'

Entidade, em parceria com a Confederação Africana, visa promover medidas preventivas na luta contra o vírus que vem se espalhando

Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2014 | 13h04

A Fifa lançou oficialmente nesta segunda-feira, em parceria com a Confederação Africana de Futebol (CAF), com astros de primeira grandeza do futebol mundial e com especialistas de saúde, uma campanha mundial que visa promover medidas preventivas simples na luta contra o vírus Ebola, que vem se espalhando de forma alarmante no continente africano e hoje começa a preocupar o resto das regiões do planeta.

A campanha, batizada de "11 contra o Ebola", está sendo difundida por estrelas como o português Cristiano Ronaldo, o brasileiro Neymar, o marfinense Didier Drogba e o alemão Philipp Lahm, entre outros jogadores. Com o prestígio que têm, eles vão ajudar a Fifa a propagar 11 simples conselhos selecionados com a ajuda de médicos e especialistas em saúde africanos, o Grupo do Banco Mundial e da Organização Mundial de Saúde (OMS) que combatem o surto do vírus na África Ocidental.

Com o lema "Juntos podemos vencer o Ebola", os jogadores compartilham mensagens por meio de filmes animados, conteúdo de rádio, banners, cartazes e fotos, compilados em uma campanha multimídia lançada nesta segunda. Por meio desta iniciativa, os envolvidos esperam tornar mais fácil para as pessoas a compreensão sobre como se propaga o vírus e trazerem informação clara para evitar que o mesmo seja transmitido dentro das comunidades afetadas pela doença.

"Nós, os médicos, nos demos conta da força que tem o futebol nas campanhas preventivas e de saúde ao colocar em marcha o programa "Fifa 11 para a Saúde" em 15 países africanos como parte do legado médico da Copa do Mundo da África do Sul de 2010. Agora procedemos da mesma maneira ao enfrentarmos o vírus do Ebola e apresentamos com a ajuda de astro do futebol simples mensagens educativas para evitar a propagação da doença: ''Quando o futebol fala, todo o mundo escuta''", afirmou Jiri Dvorak, por meio do comunicado distribuído nesta segunda pela Fifa.

No mesmo comunicado, Neymar enfatizou que "é extremamente importante que a informação correta chegue aos afetados pelo surto do Ebola". "Todos esperamos que esta positiva campanha ajude as pessoas a entenderem melhor o vírus do Ebola e permita reduzir as possibilidades de sua transmissão. Apoiamos essa campanha para ajudar nossos irmãos e irmãs das regiões mais afetadas. Juntos, podemos vencer o Ebola", disse o astro brasileiro do Barcelona.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, também se manifestou para ressaltar a importância de a entidade unir forças na luta contra a doença. "A popularidade do futebol nos oferece uma plataforma única para chegar a todas as comunidades. Esperamos que o futebol possa ajudar com esta campanha contra o Ebola que une o mundo para combater o vírus e ajudar as comunidades afetadas", disse o dirigente.

Para ressaltar a gravidade da doença, a Fifa publicou números divulgados recentemente pela OMS. De acordo com o organismo, até a semana encerrada no dia 9 de novembro já haviam sido confirmados 14.098 casos prováveis e suspeitos do vírus Ebola, sendo que já foram registradas 5.160 mortes motivadas por esta grave enfermidade. Libéria, Serra Leoa e Guiné são os países em que foram constatados o maior número de casos na África.

Na semana passada, Guiné Equatorial foi anunciada como nova sede escolhida para a Copa Africana de Nações, depois de o Marrocos ter desistido de abrigar a competição, que será entre 17 de janeiro e 8 de fevereiro de 2015, por causa do temor pela propagação do Ebola no país.
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