FIFA encerra experiências com tecnologia na linha do gol

O uso de tecnologia nofutebol para verificar se uma bola entrou ou não no gol estáfora dos planos da entidade que controla mundialmente ofutebol, conforme anunciado neste sábado. A FIFA, manda-chuva do futebol no mundo, não aprovaráexperimento algum que traga tecnologia para determinar se abola cruzou ou não a linha do gol, e de acordo com BrianBarwick, chefe-executivo da Federação Inglesa de Futebol, queapoiava os testes, "a idéia agora está morta de vez." Ao invés disso, a International Board, entidade quecontrola as regras do futebol, deu sua aprovação para umaexperiência que começaria este ano de árbitros assistentesadicionais, a serem colocados atrás de cada um dos gols, paraajudar o juiz em situações duvidosas. Barwick disse em uma entrevista coletiva após o encontroanual da International Board: "Nós estamos muito desapontados.Nós somos à favor do uso da tecnologia na linha do gol. Masagora ela está morta de vez. Não haverá mais experiências eelas não voltarão à pauta no próximo ano -ou em um futuropróximo." Jerome Valcke, secretário geral da FIFA, disse que asexperiências com os árbitros assistentes adicionais serãofeitas em torneios da UEFA ou da FIFA ainda este ano. A International Board vinha considerando dois sistemastecnológicos: uma bola "inteligente" com um microchip,desenvolvida pela Adidas e pela companhia alemã Cairos, e umasolução baseada em câmeras, projetada pela Hawkeye, companhiaque já faz esse tipo de trabalho em jogos de tênis e decríquete. O presidente da FIFA Sepp Blatter há muito tempo vem seposicionando contra o uso da tecnologia, mesma posição daAssociação de Futebol do País de Gales. O secretário geral da Associação de Futebol do País deGales, David Collins, disse: "Nós acreditamos que o futebol éum esporte jogado por seres humanos, é um jogo com uma facehumana e havia um sentimento que isto (a tecnologia) iriaatrapalhar o andamento do jogo." A International Board, fundada em 1886, determina as regrasdo jogo e é composta de quatro delegados das associaçõesbritânicas de futebol e de quatro que vêm da FIFA. As propostasprecisam de maioria de três quartos dos votantes para seremaprovadas. Em outra decisão, a International Board concordou empadronizar as dimensões do gramado utilizado para jogos entreseleções na medida de 105 x 68 metros.

MIKE COLLETT, REUTERS

08 de março de 2008 | 12h10

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