Arquivo/AE
Arquivo/AE

Fifa enfim aprova novo projeto do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014

'Pelo menos no papel, estamos indo na direção certa finalmente', diz Jerome Valcke, secretário-geral da entidade, que reforça não ser um 'carrasco'

Jamil Chade, Correspondente - O Estado de S. Paulo

19 de março de 2010 | 13h38

ZURIQUE - Depois de meses de desentendimentos, a Fifa anuncia que finalmente está satisfeita com os planos apresentados pelo São Paulo para a reforma do Estádio do Morumbi para a Copa de 2014. Mas não deixa de alertar: o desafio agora será o de traduzir o que está no papel para a realidade.

Veja também:

São Paulo celebra apoio da Fifa ao projeto do Morumbi

Mesmo indicando a aprovação ao projeto, a entidade por enquanto evita confirmar se o Morumbi já estaria confirmado para sediar uma das semifinais do Mundial no Brasil.

A Fifa e o São Paulo mantiveram uma verdadeira batalha em torno do Morumbi. Os projetos entregues pelo clube à entidade eram considerados como insufucientes. O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, afirmou ao Estado há menos de um mês que o projeto apresentado qualificava o estádio apenas para receber jogos da primeira fase do torneio e, no máximo, as oitavas de final.

Segundo a assessoria de Imprensa da entidade, o novo plano foi entregue há poucos dias. "As informações que recebemos agora são boas e o projeto atende às nossas exigências. Pelo menos no papel, estamos indo na direção certa finalmente", disse Valcke.

Ele insistiu que não quer ser visto como um "carrasco" dos objetivos da capital paulista. "Nossas exigências são existem apenas para que um estádio fique bonito para a Copa. São critérios técnicos e de segurança que precisamos ver cumpridos para aprovar o projeto", disse.

Valcke admite que as diferenças se tornaram uma "saga" entre a Fifa e o time tricolor. Mas evitou dar detalhes sobre o que mudou entre um projeto e outro. "O São Paulo entendeu finalmente. Agora, o projeto está na linha que a Fifa propôs desde o início.

Pressão. Valcke também optou por não polemizar em relação ao Maracanã e o fato de que as obras estão atrasadas. "O estádio está dentro do prazo", afirmou, diplomaticamente. Ele insinuou, porém, que colocará pressão sobre o Brasil a partir do segundo semestre, quando a Copa do Mundo na África do Sul já terá terminado."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.