Fifa enfrenta quatro desafios na Copa do Mundo do Brasil

Segurança, alimentação, filas e ingressos são os problemas que mais vêm dando dor de cabeça à entidade

Jamil Chade - Enviado especial ao Rio de Janeiro, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 05h00

Segurança, alimentação e filas. Esses foram os principais problemas encontrados pela Fifa nos doze estádios utilizados na Copa do Mundo. Avaliação feita pela entidade a partir dos relatos de todos os jogos disputados até agora indicou que esses pontos terão de melhorar para os próximos confrontos em praticamente todo o País.

Faltou alimento em quase todos os jogos e, em alguns casos, a comida servida causou mal-estar em voluntários. A falta de energia, como no caso do Itaquerão na abertura, impediu que alguns dos camarotes servissem alimentos. Em outros lugares, os funcionários não sabiam usar os aparelhos fornecidos.

Em Fortaleza, a bebida acabou antes de o segundo tempo começar, enquanto, em Salvador, a falta de funcionários em alguns dos bares acabou acarretando em saques. Muitos funcionários chegaram atrasados para o trabalho nos estádios, e outros não haviam sido treinados.

Novos treinamentos estão sendo realizados com os funcionários e reuniões frequentes têm tratado do assunto. “Vamos melhorar para os próximos jogos”, confirmou Delia Fischer, porta-voz da Fifa.

As empresas que patrocinam a Copa pagaram milhões para ter o direito exclusivo de vender seus produtos nos estádios, e o Estado apurou que algumas ficaram irritadas com o Comitê Organizador Local (COL), exigindo correções urgentes. 

SEGURANÇA

Outro ponto que terá de ser aprimorado é a segurança. Oficialmente, a Fifa insiste que as invasões são “isoladas” e que, a cada jogo, a situação seria melhorada. Mas os incidentes começam a se repetir - o caso mais grave foi registrado ontem, no Maracanã.

A entidade anunciou que vai contratar mais vigias para o estádio de Fortaleza. Mas isso foi anunciado após o Estado revelar que o governo brasileiro foi obrigado a ajudar na segurança do estádio no jogo do Brasil contra o México.

Até então, a Fifa insistia que tudo estava sob controle. Na primeira semana da Copa, erros de segurança foram identificados em diversas cidades. Torcedores invadiram o Maracanã, rojões entraram no estádio, além de instrumentos e até pessoas sem ingressos.

Em reunião no domingo, o governo apresentou a preocupação para a Fifa, pedindo que soluções fossem dadas e oferecendo ajuda. A Fifa reconheceu que atuou com menos de 70% do pessoal necessário.

FILAS

Outro problema na lista da Fifa são as filas em praticamente todas as arenas. O maior controle para evitar a entrada de itens proibidos acabou gerando esperas demoradas. A Fifa vem pedindo, diariamente, para que os torcedores cheguem horas antes do início da partida. Mas reconhece que terá de rever o número de funcionários.

Surpresa positiva. Em meio a tantos problemas, a Arena da Baixada, em Curitiba, que quase ficou de fora do Mundial, teve a melhor operação nos jogos. São Paulo, por sua vez, foi apontada como a cidade com melhor operação 

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