Fifa: exame do coração obrigatório na Copa

As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2006 terão de apresentar exames que confirmem o bom estado cardiológico de seus jogadores. A Fifa quer evitar que aconteçam casos como o do camaronês Marc-Vivien Foe, que sofreu um infarto fulminante e morreu em campo durante uma partida da Copa das Confederações, entre Camarões e Colômbia, em 26 de junho de 2003, em Lyon, França. ?A medida é preventiva. Deverão ser utilizados equipamentos cardiológicos de última geração?, disse o coordenador de Medicina da Fifa, o alemão Toni Graf-Baumann, neste domingo em Hanover. Ele ressaltou que a entidade vem realizando palestras sobre exames cardíacos desde 2000. A entidade está preocupada com o aumento dos casos de jogadores que morrem em plena atividade por causa de problemas cardíacos. Além de Foe, foram citados os casos do húngaro Miklos Feher, do Benfica, que faleceu em janeiro de 2004, e do zagueiro brasileiro Serginho, do São Caetano, que morreu em outubro do mesmo ano. O último caso foi o do português Hugo Cunha, meio-campista do União de Leiria, que morreu no último sábado durante uma partida entre amigos. A Fifa dedicou o jogo deste domingo, entre México e Argentina, em homenagem à memória de Foe. Já os jogadores da Argentina utilizaram uma tarja no braço em homenagem à memória do goleiro Emiliano Molina, do Independiente e da seleção sub-17, que morreu no sábado em Buenos Aires, depois de ter sofrido um acidente de carro 12 dias antes.

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