Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Fifa exige e Federação cancela contrato de patrocínio à arbitragem

Acordo polêmico é suspenso cinco dias depois de anunciado

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2015 | 16h18

A Federação Paulista de Futebol anunciou nesta segunda-feira o cancelamento do contrato de patrocínio da Crefisa e da Faculdade das Américas à arbitragem do Campeonato Paulista. A decisão foi tomada após interferência da Fifa, que desaprovou o acordo por haver conflito de interesse, uma vez que as duas empresas também são parceiras do Palmeiras.

A Fifa se baseou no artigo 15 de seu regulamento de organização de arbitragem, que só permite patrocínios a juízes e auxiliares se não houver nenhuma ligação com clubes participantes de competições. “Anúncios de patrocinadores nas camisas de árbitros serão permitidos somente se não criarem conflitos de interesses com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve utilizar  nenhum tipo de patrocínio na camisa’’, determina o regulamento.

O convênio da FPF com as patrocinadores foi anunciado na última quinta-feira, mesmo dia em que foram definidas datas, horários e locais das partidas de quartas de final do Paulistão. Oficialmente, nenhum clube se posicionou contrário ao acordo, mas o Palmeiras não gostou - temendo ser prejudicado pela arbitragem - e o São Paulo, nos dias seguintes, também reclamou.

A Fifa, ao tomar conhecimento do acordo, informou que iria analisar a questão e tomaria uma posição. Isso por feito por meio da CBF, que está ligada diretamente à entidade. A determinação foi para que o convênio fosse suspenso.

Nas quartas de final, a arbitragem foi motivo de polêmica. No sábado, no jogo entre Corinthians e Ponte Preta, Flávio Rodrigues de Souza anulou um gol legal do time de Campinas, atendendo marcação equivocada de seu auxiliar. E o técnico corintiano, Tite, reclamou da falta de experiência do árbitro.

No domingo, Marcelo Rogério foi criticado por palmeirenses por ter prejudicado o time, inclusive com a não marcação de um pênalti claro, pois estaria pressionado justamente por causa da desconfiança que o patrocínio estabelecido entre a federação e os apoiadores do Palmeiras estava causando. 

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