Fifa inicia investigação de caso de racismo em amistoso da Rússia com a França

Fifa inicia investigação de caso de racismo em amistoso da Rússia com a França

Atletas negros franceses ouviam barulhos de macacos sempre que tocavam na bola no jogo em São Petersburgo

Estadão Conteúdo

28 de março de 2018 | 12h18

Após reclamação pública de entidades e até de uma ministra francesa, a Fifa decidiu abriu investigação para apurar denúncia de racismo no amistoso entre a Rússia e a França, nesta terça-feira, em preparação para a Copa do Mundo.

+ Com gol de Rakitic, Croácia bate México nos EUA em duelo preparatório para a Copa

+ Sampaoli reconhece dificuldades da Argentina em Madri: 'A Espanha nos estapeou'

Em comunicado, a entidade máxima do futebol mundial afirmou que está coletando evidências para investigar o caso. "A Fifa está buscando relatórios e potenciais evidências referentes ao incidente discriminatório reportado pela mídia. Até avaliarmos toda a informação disponível, não comentaremos o caso", anunciou a entidade.

Mais cedo, nesta terça, entidades cobraram a Fifa para iniciar a investigação de manifestações racistas por parte da torcida russa no amistoso com a França. Os torcedores teriam ofendido jogadores negros da seleção rival, caso do meia Paul Pogba, ao longo da partida vencida pelos franceses por 3 a 1, em São Petersburgo.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os gritos que imitavam macacos podiam ser ouvidos claramente na arquibancada toda vez que um jogador negro francês tocava na bola. Era possível até ouvir as manifestações racistas na transmissão de televisão após o gol marcado por Pogba.

O episódio gerou rápida reação do grupo Fare Network, que luta contra a discriminação. A entidade costuma ajudar a Fifa na investigação de casos de racismo no futebol. A ministra do Esporte da França, Laura Flessel, também cobrou ação da Fifa, nas redes sociais. "O racismo não pode ter espaço no campo de futebol. Devemos agir juntos, em nível europeu e internacionalmente, par interromper este comportamento intolerável", afirmou a francesa.

O caso acontece a menos de três meses do início da Copa do Mundo, no dia 14 de junho. Trata-se do terceiro caso de racismo na temporada no mesmo estádio de São Petersburgo, que receberá uma das semifinais do Mundial. Antes o Zenit St. Petersburg enfrentou duas denúncias por situações semelhantes em jogos da Liga Europa.

Em uma delas, em dezembro, o time russo foi multado porque um torcedor exibiu uma faixa que elogiava Ratko Mladic, ex-militar sérvio, responsável pelo Massacre de Srebrenica, em julho de 1995, que resultou na morte de oito mil muçulmanos bósnios.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.