Fifa inicia investigação ética contra 16 dirigentes do Caribe

A Fifa anunciou nesta quinta-feira o início de procedimentos éticos contra 16 dirigentes da federação de futebol do Caribe, após um inquérito preliminar sobre acusações de compra de votos.

REUTERS

11 de agosto de 2011 | 16h34

O caso está relacionado a um encontro realizado em Port of Spain, em Trinidad e Tobago, nos dias 10 e 11 de maio. Nessa reunião, o então candidato à presidência da Fifa Mohammed bin Hammam teria oferecido dinheiro aos membros da Concacaf -- confederação da América do Norte e Caribe -- em troca de apoio na eleição, segundo denúncia feita à Fifa.

Bin Hammam foi excluído definitivamente da Fifa, mas alegou inocência junto ao ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, de Trinidad, que renunciou antes do encerramento da investigação.

Um dos 16 dirigentes -- Colin Klass, da Guiana -- já foi suspenso provisoriamente, disse a Fifa.

Segundo a federação internacional, os casos são "aparentes violações do Código de Ética" e a Fifa não descarta iniciar novas procedimentos éticos se surgirem novas evidências.

"É importante destacar que as investigações ainda estão em andamento e que é possível que novos procedimentos sejam abertos no futuro", disse a entidade em comunicado.

As denúncias, feitas pelo secretário-geral da Concacaf Chuck Blazer, dos EUA, aconteceram pouco antes da reeleição do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Bin Hammam era o único adversário de Blatter na eleição de 1o de junho, mas retirou sua candidatura.

Vários dirigentes do Caribe reconheceram ter recebido envelopes com 40.000 dólares cada.

(Reportagem de Simon Evans)

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