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Fifa 'internacionaliza' pena de líder italiano punido por racismo

Carlo Tavecchio está suspenso por seis meses e não pode concorrer a nenhum cargo dentro da entidade durante o período

Estadão Conteúdo

05 de novembro de 2014 | 09h34

A Fifa anunciou nesta quarta-feira que estendeu para todo mundo a punição de seis meses de suspensão aplicada pela Uefa ao presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano), Carlo Tavecchio, penalizado por ter realizado um comentário racista durante a campanha com a qual se elegeu novo líder da entidade.

No último dia 7 de outubro, o organismo que controla o futebol europeu anunciou a suspensão de seis meses ao dirigente de 71 anos de idade, que foi eleito presidente da FIGC mesmo depois de ter sido protagonista de uma polêmica na qual fez referência ao consumo de bananas ao falar sobre a presença de jogadores estrangeiros que atuam na Itália. Na ocasião, ele usou tom depreciativo ao falar que atletas africanos comem esse alimento.

Ao anunciar a ampliação da punição de Tavechhio para a esfera internacional, a entidade que rege o futebol mundial informou que o italiano está "inelegível para qualquer cargo na qualidade de representante da Fifa por um período de seis meses, a contar pela data de 7 de outubro passado".

Apesar da punição, Tavecchio estará apto para participar do próximo Congresso da Fifa, em maio, quando já terá terminado de cumprir a punição. Entretanto, ele não poderá participar do congresso que a Uefa promoverá em março.

Mesmo que tenha ficado inelegível para qualquer cargo oficial da Fifa e da Uefa por um período de seis meses, o dirigente seguirá como presidente da FIGC. Ele se tornou novo líder do futebol italiano ao superar Demetrio Albertini na eleição da entidade, substituindo Giancarlo Abete, que renunciou à presidência logo depois da eliminação precoce da seleção italiana na fase de grupos da Copa do Mundo, no Brasil. Tavecchio obteve 63,63% dos votos, contra 33,95% de Albertini.

Protagonista de frase de tom racista, Tavecchio se tornou favorito para vencer a eleição após ganhar o apoio da Lega Pro, responsável por organizar as duas primeiras divisões do Campeonato Italiano. Na prática, ele passou a contar com o suporte dos clubes italianos.

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