Fifa joga duro contra doping na Copa

A Fifa joga duro para ter um Mundial livre de doping em 2006. O suíço Joseph Blatter anunciou hoje em Frankfurt que a entidade que preside desde 1998 exigirá controles minuciosos das 32 seleções que disputarem o torneio na Alemanha. A idéia é fazer com que participem da competição jogadores ?limpos? de qualquer tipo de substância proibida. "Não faremos nenhuma caça às bruxas na época da Copa", avisou hoje o dirigente, em entrevista para a imprensa internacional no Waldstadion, local do clássico de quarta-feira entre Brasil e Argentina. "Apenas queremos que o futebol fique cada vez mais distante do doping", reafirmou. Com uma ressalva. "Embora seja difícil controlar os 250 milhões de atletas que praticam o esporte mais popular do mundo." A comissão médica da Fifa recomendará que os atletas convocados para a Copa se submetam a exames preventivos com boa antecedência. Assim, eventuais casos positivos para doping poderão ser resolvidos sem a necessidade de constrangimento, como ocorreu com os zagueiros mexicanos Carmona e Galindo. Ambos foram cortados da delegação de sua seleção durante a Copa das Confederações, depois que chegaram os resultados do controle realizado semanas atrás, na fase de preparação. "A propósito, dou os parabéns para a Federação Mexicana de Futebol", disse Blatter. "A iniciativa foi excelente e é o que queremos para todos", reforçou. "Apenas consideramos mais adequado que os resultados estejam nas mãos dos responsáveis pelas equipes antes de embarcarem para a Alemanha", ponderou. "Assim, todos chegarão limpos." Blatter defende a tese de que o futebol é um esporte em que o doping está sob controle. Para tanto, alega que "pequena porcentagem" de casos comprovados se referem a uso de nandrolona. A maioria dos ?positivos? está ligada a uso de drogas sociais, como maconha e cocaína. "Nos Jogos de Atenas, houve 27 casos de doping, todos de esportes individuais", lembrou. "Nenhum de coletivo, o que é excelente sinal." A Fifa exigirá também testes cardiológicos para todos os jogadores. As seleções deverão enviar relatórios, com os respectivos exames e diagnósticos, para a comissão médica. A intenção é a de evitar que se repitam incidentes como o do camaronês Marc Vivien Foe, que morreu em 2003 durante a disputa da Copa das Confederações na França.

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