Karim Jaafar/AFP
Karim Jaafar/AFP

Fifa não compensará clubes por Copa do Mundo em novembro

Após sindicato conseguir transferir o Mundial para o inverno, clubes europeus se revoltaram. 'Ainda temos 7 anos', diz Valcke

Estadão Conteúdo

25 de fevereiro de 2015 | 08h55

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta quarta-feira que não vê motivos para que a entidade máxima do futebol faça qualquer tipo de ressarcimento aos clubes europeus, que se sentem prejudicados pela recomendação do comitê interno da Fifa para que a Copa do Mundo de 2022 seja realizada entre novembro e dezembro, no inverno do Catar.

"Não haverá compensação. Não estamos fazendo nada que destrua o futebol. Há sete anos para reorganizar o futebol em todo o mundo para esta Copa do Mundo", argumentou Valcke, um dia depois da recomendação do comitê que estava a melhor data para o Mundial. Por conta do forte calor, o sindicato dos jogadores cobrou que a Copa não acontecesse no verão e foi atendida.

Agora são os clubes que não concordam com a data escolhida pela Fifa. Na terça, o representante dos principais times europeus, Karl-Heinz Rummenigge, pediu uma compensação ao prejuízo de paralisar as ligas do Velho Continente praticamente entre outubro e janeiro. "Definitivamente não sinto a necessidade de me desculpar. Por que deveria me desculpar com os clubes?", questionou Valcke.

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A Fifa também deve entrar em rota de colisão com os britânicos, por conta do Natal. A federação local tem um tradicional calendário de jogos nesta época do ano, mas a Fifa estuda que a final da Copa aconteça no dia 23 de dezembro, antevéspera do Natal.

As datas da Copa do Mundo de 2022 serão confirmadas em uma reunião do comitê executivo da Fifa, entre os dias 19 e 20 de março, na sede da entidade, em Zurique. A única concessão que a Fifa estuda fazer é diminuir o calendário de jogos de 32 para 28 dias.

As novas datas propostas para o evento serão ratificadas pela Fifa no próximo mês. Valcke também afirmou que a duração do evento seria reduzida de 32 para 28 dias.

Durante sua visita ao Estado do Golfo Pérsico, que tem sido alvo de críticas por falta de respeito a direitos dos trabalhadores, Valcke disse que os projetos da Copa do Mundo podem trazer esperança de melhora nesta área.

"Se o padrão para todas as construções no Catar chegarem ao nível do padrão que temos para todas as obras específicas da Copa do Mundo, então um grande avanço vai ser feito no país para as condições de trabalho... Nós usamos a Copa do Mundo como uma maneira de mudar um país", disse Valcke.

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