Divulgação/Fifa
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Fifa não reconhece Superliga Europeia e ameaça banir clubes e atletas de seus torneios

Qualquer time ou jogador envolvido na competição não poderá participar de torneios organizados pela Fifa ou por uma das seis confederações (AFC, CAF, Concacaf, Conmebol, OFC e Uefa)

Redação, Estadão Conteúdo

21 de janeiro de 2021 | 09h38

A Fifa divulgou comunicado oficial nesta quinta-feira, assinado também pelos presidentes das seis confederações de futebol, a respeito da Superliga Europeia, que reuniria os melhores times dos principais países do continente. A entidade máxima do futebol mundial deixa aviso sério aos clubes e aos jogadores que queiram fazer parte da nova competição de elite da Europa: quem participar, será excluído de todas as disputas da entidade, Uefa, CAF (África), Conmebol (América do Sul), OFC (Oceania), AFC (Ásia) e Concacaf (Américas do Norte e Central e Caribe).

"De acordo com os estatutos da Fifa e das confederações, todas as competições devem ser organizadas ou reconhecidas pelo órgão competente em seu respectivo nível, pela Fifa em nível global e pelas confederações em nível continental", informa o texto, justificando suas possíveis reações em caso da existência da Superliga Europeia.

Encabeçado por Liverpool e Manchester United, o novo torneio juntaria clubes da Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha. O início da Superliga Europeia, que ainda não saiu do papel, seria no ano que vem. Os 11 times fundadores são Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Manchester City, Chelsea, Arsenal, Liverpool, Paris Saint-Germain, Juventus, Milan e Bayern de Munique - atual vencedor da Liga dos Campeões. A estes seriam convidados outros cinco clubes: Atlético de Madrid, Olympique de Marselha, Inter de Milão, Roma e Borussia Dortmund.

"À luz das recentes especulações da imprensa sobre a criação de uma 'Superliga' Europeia por parte de alguns clubes europeus, a Fifa e as seis confederações (AFC, CAF, Concacaf, Conmebol, OFC e Uefa) gostariam de reiterar e enfatizar, mais uma vez, que tal competição não será reconhecida nem pela Fifa nem pelas suas seis confederações. Qualquer clube ou jogador envolvido em tal competição não poderá participar de nenhum torneio organizado pela Fifa ou por qualquer uma das seis confederações", afirmou a entidade no comunicado.

A ideia de criar uma Superliga Europeia foi revelada pela primeira vez em 2016, mas nunca foi concretizada, chegando a ser afastada pela Uefa, que aceitou, para isso, algumas reivindicações de times europeus. Em março de 2017, o presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin, rejeitou a proposta, indicando que "isso significaria uma guerra" dos clubes com a entidade.

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