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Fifa pede mais operários para acelerar as obras da Arena da Baixada

Atlético-PR, dono do estádio, deverá entregar resultados satisfatórios na próxima vistoria, no dia 18

Julio Cesar Lima, Agência Estado

06 de fevereiro de 2014 | 18h25

CURITIBA - O consultor da Fifa que tem visitado todos os estádios a serem utilizados na Copa do Mundo no Brasil, Charles Botta, esteve nesta quinta-feira na Arena da Baixada, a mais atrasada das 12 sedes de jogos da competição. Ele mostrou otimismo com o andamento das obras, mas pediu a ampliação no quadro de operários para que o local fique pronto a tempo e Curitiba não seja excluída do evento.

Sem falar com a imprensa após a visita, Charles Botta deixou avisado ao Comitê Organizador Local (COL) que serão necessários mais operários, cerca de 200, para acelerar a reforma da Arena da Baixada. Com isso, a obra no estádio do Atlético-PR chegaria ao volume de 1,2 mil operários, que trabalhariam em três turnos.  Segundo o secretário de Estado para Assuntos da Copa, Mario Celso Cunha, Charles Botta chegou a brincar. "Ele disse que o Atlético terá que fazer o serviço de quatro meses em apenas dois meses", revelou.

A visita de Charles Botta, que durou duas horas e meia, foi técnica e servirá de base para a última avaliação a ser feita pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que no dia 18 de fevereiro deve dar a resposta definitiva sobre a permanência ou não de Curitiba como uma das sedes da Copa.

No mês passado, Valcke esteve em Curitiba e ficou preocupado com o atraso nas obras da Arena da Baixada. Depois disso, uma ação governamental ajudou a acelerar a reforma, o que foi comprovado na visita ao estádio do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, feita na quarta-feira.

Nesta quinta-feira, foi a vez da vistoria técnica de Charles Botta. "Ele sentiu uma boa evolução em relação à última visita, mas entende que precisa de um reforço no efetivo para acelerar o ritmo", explicou o secretário municipal para a Copa, Reginaldo Cordeiro, que participou da comitiva.

Para que a cidade não fosse excluída da Copa, houve um acordo entre o governo do Estado, a prefeitura de Curitiba e o Atlético-PR para que fossem liberados mais R$ 39 milhões de investimento na Arena da Baixada, recursos que serão insuficientes para a conclusão caso não ocorra mais reforço de caixa.

O secretário estadual do Planejamento, Cassio Taniguchi, e o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa Sobrinho, iriam ao BNDES nesta semana para negociar um novo empréstimo com o presidente do banco, Luciano Coutinho, pois os recursos atuais devem garantir o andamento das obras apenas até o final deste mês.

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