Ed Ferreira/AE - 29/4/2011
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Fifa pede provas de acusações de suborno a ingleses

David Triesman afirmou que membros da entidade teriam recebido propina para eleger Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente

AE, Agência Estado

11 de maio de 2011 | 11h11

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, enviou nesta quarta-feira uma carta à Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) na qual pede um relatório completo do depoimento dado por seu ex-presidente, David Triesman, em audiência na última terça-feira.

Na ocasião, Triesman afirmou que membros do comitê executivo da Fifa teriam recebido subornos para eleger Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. Por isso, Valcke também pediu à entidade inglesa qualquer documento que comprove o que foi dito.

As acusações tiveram como base uma série de reportagens investigativas realizadas pelo diário britânico Sunday Times, que também recebeu uma carta da Fifa pedindo as evidências que comprovem os subornos.

De acordo com Valcke, a Fifa está extremamente preocupada com as alegações feitas na audiência, mas só poderá tomar qualquer tipo de providência quando tiver as provas necessárias em mãos.

A audiência realizada no Parlamento britânico teve como finalidade investigar os motivos de a Inglaterra não ter sido escolhida como sede da Copa do Mundo de 2018. Nela, os presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e da Confederação Sul-Americana de Futebol, Nicolás Leoz, foram acusados de pedirem suborno em troca de votos na eleição da Fifa que elegeu a Rússia como sede do Mundial de 2018.

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